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3/27/2007 - 12:7

A guerra civil e a guerra de verdade


Fonte: Agência BR NEWS

Jehozadak Pereira

O dito em tempo de paz; preparar-se para a guerra nunca foi uma realidade tão verdadeira como agora. O Brasil vive nas suas ruas uma autêntica guerra civil, onde a polícia corre dos bandidos e a população civil se vê à mercê de balas perdidas e do império do crime. As ruas do Rio de Janeiro vivem o caos, e absolutamente nada é feito para se evitar novas tragédias.

Em São Paulo, a semelhança do Rio de Janeiro, balas perdidas matam, ferem, incapacitam e colocam o povo na retaguarda e sem ação.

A culpa recai sempre em cima do falido sistema prisional que em vez de reeducar o criminoso serve de escola para que ele pratique seus crimes com mais crueldade. O tráfico de drogas e de armas são comandados de dentro das cadeias através de telefones celulares e de advogados inescrupulosos que se tornam cúmplices dos bandidos.

As estatísticas de políciais mortos só aumentam a cada dia, e o pavor toma conta de tudo. Já os governantes se encastelam nas suas salas com seguranças nas portas e a população lá fora que fique à sua própria sorte, já que o Estado pouco pode fazer para a sua proteção. Na guerra civil o prejuízo é do Estado e o dano da população.

Já as guerras de verdade matam milhares de pessoas por ano e o lucro é todo da indústria de armamento que só pode vender os seus letais produtos se houver guerras. E nas últimas seis décadas o mundo jamais ficou um dia sequer sem uma guerra. Hoje a maioria delas acontecem em países do terceiro mundo, dizimando as populações civis, na sua maioria, e deixando no seu rastro inválidos, órfãos, viúvas, destruição, desespero e fome.

A maior guerra da atualidade é a do Iraque, onde os Estados Unidos penam nas mãos dos insurgentes e das multifacetadas facções religiosas que se engalfinham no controle do Estado, pois cada qual quer implantar a sua orientação.

No Iraque, as bombas diárias matam num rítmo alucinante e infindável, e os corpos se contam as dezenas. Já no lado americano, o custo atinge a quase intángiveis US$ 400 bilhões, que é pago pelo contribuinte que não foi consultado e nem deu a sua aprovação para que o presidente George W. Bush mandasse os seus soldados morrer em terras iraquianas.

São mais de três mil mortos em quatro anos de combates, fora os que ficaram feridos e inválidos, o que onera ainda mais o custo social desta guerras que os americanos ainda desconhecem os motivos, pois ficou mais do que provado que as tais armas químicas que Bush afirmou haver, jamais foram encontradas.

Hoje não há a menor garantia de que os Estados Unidos e o presidente Bush ganhem a Guerra do Iraque, certeza reforçada pelos recentes protestos nas ruas da América contra ambos – Guerra e Bush. De qualquer modo e mais uma vez quem vai lucrar e muito é a indústria de armas, ressaltando-se que nos US$ 400 bilhões não estão incluídos o custo do aparato bélico, que é um sigiloso segredo de Estado.

Já os custos morais e sociais de milhares de mortos jamais poderão ser de fato apurados seja no Iraque, seja dos militares americanos, seja dos civis que morrem nas guerras e conflitos do terceiro mundo, seja nas ruas do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o que nos mostra que todas as guerras são cruéis, em qualquer lugar que aconteçam.
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