Fonte: Agência BR NEWS Jehozadak Pereira
No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todas as grandes operações da Polícia Federal recebeu nomes sui-generi. A antepenúltima delas, por exemplo, teve o nome de Operação Hurricane, e prendeu 25 pessoas, incluindo juízes, policiais e bicheiros. O grupo é acusado de comercializar decisões judiciais para garantir o funcionamento de máquinas caça-níqueis. Foram presos dois desembargadores, um juiz trabalhista, um procurador da República, dois delegados federais e o advogado Virgílio de Oliveira Medina, irmão do ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça. Também foi presa a cúpula do jogo do bicho no Rio, incluindo o presidente da Liga das Escolas de Samba, Ailton Jorge, o Capitão Guimarães, e o presidente de honra da Beija-Flor, Aniz Abraão David.
Gravações telefônicas mostraram a desenvoltura com que o desembargador José Eduardo Carreira Alvim, que liberou através de uma liminar 900 máquinas de jogo, pedia a sua parte “em dinheiro”. As imagens mostraram carros importados de luxo, dinheiro, jóias e relógios e muita movimentação de advogados na porta da cadeia querendo ver os seus clientes. Até a vetusta OAB interferiu reclamando que o direito dos advogados de se avistarem com os presos estava sendo cerceado.
No final de semana passado, novamente a Polícia Federal prendeu 46 pessoas, entre elas o ex-governador de Alagoas José Reinaldo Tavares, empresários, assessores de políticos, funcionários públicos e Zuleido Gama, o suposto chefe do bando e dono da Construtora Gautama. A operação, que recebeu o nome de Navalha, aponta ainda o envolvimento dos governadores Teôtonio Villela Filho, de Alagoas, e Jackson Lago, do Maranhão – cujos sobrinhos Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Junior, também estão presos, além do ex-governador João Alves, de Sergipe, que teve o filho João Alves Neto também preso, como beneficários ou envolvidos em esquemas de corrupção, desvio de verbas públicas, manipulação de concorrências, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que atuava na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo, Alagoas e no Distrito Federal.
Já o ministro Sila Rondeau, de Minas e Energia, foi investigado por suspeita de corrupção passiva e de ter recebido R$ 100 mil de uma funcionária da Construtora Gautama no seu gabinete, segundo mostraram as imagens gravadas pela Polícia Federal e mostradas no Fantástico, da Rede Globo, do dia 20.
As Operações Hurricane e Navalha mostram a cara da corrupção no Brasil, onde autoridades de diversos níveis e setores da vida pública são corrompidas sem a menor cerimônia não importando que sejam magistrados, governadores, ministros, prefeitos, deputados, senadores ou servidores de qualquer instância.
O presidente Lula afirma que nunca na história do Brasil se desmontou esquemas e prendeu tantos corruptos como agora, o que é verdade. Mas, resta saber se a justiça vai condenar e fazer os envolvidos cumprirem as penas. Mais ainda, se o dinheiro desviado vai ser devolvido – o que se dúvida que aconteça, pois pode levar anos – se acontecer de fato. Se fosse na América os envolvidos passariam anos na cadeia, mas no Brasil…
Diante da repercussão destes fatos, seria hora da sociedade brasileira se unir em torno de uma profunda reflexão cujo resultado seria a reforma do sistema de liberação e gerenciamento de verbas públicas no Brasil para que não continue se produzindo milionários às custas do dinheiro do povo. Reforma que poderia se iniciar no parlamento, fechando as portas para políticos corruptos e desonestos, verdadeiros picaretas.
Precisamos entender que o Brasil é grande demais para ficar a mercê de tantos e infindáveis escândalos e que o povo brasileiro não merece passar por tantas vergonhas diante do mundo, como está acontecendo agora.
Primeiro problema: a sociedade brasileira é desunida. Ricos não se misturam com pobres; moradores de cidades grandes não se misturam com "caipiras" de cidades pequenas; Rio não se mistura com Sampa e vice-versa; Sudeste faz chacota de "paraíba", e por aí vai.
Segundo problema: falta vontade! Falta vontade da população por medo e/ou acomodação. Pra que vou sair da minha casa pra lutar pela democracia? Deixe que outros o façam. Pra que vou me meter naquela confusão de gente fazendo passeata? Pefiro ir à praia num dia de sol como este. Outra falta de vontade é política. Quem vai matar sua galinha dos ovos de ouro? Os políticos (que foram pegos ou não) contam com a impunidade, a desinformação e péssima memória que o povo brasileiro tem (eleger Maluf é o fim, Collor nem se fala).
Terceiro problema: voto obrigatório. Enquanto houver aqueles que só votam por serem obrigados a votar, teremos eleitos qualquer um que seja conhecido, com poder ou dinheiro suficiente para comprar seu lugar no planalto. O fim do voto obrigatório traria responsabilidade política aos cidadãos que tem consciência do poder do seu voto; o voto obrigatório tira esse poder por fazer com que milhões de pessoas, que não votariam se tivessem essa opção, votem apenas por acompanhar uma pesquisa política ou porque a família e os amigos votarão em um determinado candidato, é um voto mais por afinidade, por carisma, do que por conhecer a plataforma ou propostas do candidato, ou acreditar este possa realmente fazer um bom trabalho. A propaganda política é poderosa. Tão poderosa que pessoas que não possuem rádio ou TV, que moram no meio de uma floresta e/ou à beira de rios, que não possuem qualquer informação sobre candidatos, são "caridosamente" levados de ônibus, caminhão ou barco aos seus postos de votação. Como o governo é bomzinho na hora de garantir ao povo o seu "direito" ao voto, não é mesmo? Dever de cidadão brasileiro é ser FELIZ com tanta MISÉRIA e VIOLÊNCIA nas suas comunidades, nas suas esquinas, nas suas escolas. O Dever do governo deveria ser garantir a esse povo Paz, Saúde, Tranquilidade e Educação. O problema é que eles acham que tem o DIREITO de serem melhor remunerados do que já são. Se pensasem um pouco mais no povo reduziriam seus salários, aumentariam sua eficiência, dos que trabalham ao seu redor, com isso melhorando a também a eficiência da máquina burocrática, enxugariam com isso o gigantesco quadro de funcionários que ganham milhares de Reais enquanto a maioria do povo ganha salário mínimo.
O Brasil tem que mudar. Existem algumas opções, mas duas principais: uma revolução geral - que não haverá por esse povo ser muito acomodado e medroso - onde todos os que estão no poder sairiam e uma nova constituição mais forte e com menos buracos seria escrita; ou uma revolução pessoal, de consciência, em que todos nós temos que parar e refletir o que podemos fazer pra melhorar esse país lindo mas com tantos problemas.
Infelizmente essa geração não parece estar interessada em nenhuma opção que seja apresentada. Os políticos estão lá pra ganhar o dinheiro deles, um dos melhores empregos do mundo, não para fazer o que é certo pelo povo, para o povo, como deveria ser, já que seus salários são pagos com muito suor e sacrifício pelos cidadãos desse país.
É simplesmente revoltante tudo isso que continua acontecendo no Brasil.
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