O retorno ao Brasil é marcado por incertezas e expectativas. Afinal, como estão os brasileiros que decidiram fazer as malas e voltar para sua terra? Confira algumas histórias.
Curtindo o sossego
O mineiro Otávio Augusto Reis, 29, é um dos milhares de brasileiros que decidiram deixar a América. Há 45 dias, ele desembarcou em Belo Horizonte e mudou radicalmente de vida: trocou o corre-corre de Nova York pela calmaria de Gonzaga, uma pacata cidadezinha a 300 km da capital mineira, com menos de 10 mil habitantes.
Depois de quatro anos vivendo nos Estados Unidos, Otávio ainda está na fase de “lua-de-mel com o Brasil”. Acorda tarde, visita amigos e parentes, passeia, e às vezes dá uma esticada até BH ou outra cidade maior para fazer compras e se divertir. “Estou me dando ao luxo de descansar um pouco”, diz ele, que está vivendo das economias que poupou na América.
A volta foi decidida de uma hora pra outra, motivada pela prisão de um colega que trabalhava com ele com pintura de casas. “Um amigo foi preso pela imigração em Newark e eu comecei a sentir medo de sair de casa. Cheguei à conclusão que aquela não era a vida que eu queria”.
Comprou as passagens e hoje considera-se satisfeito com a decisão. “Ah, não me arrependo de ter voltado, não. É muito bom andar tranquilo, num lugar onde todo mundo fala sua língua e te conhece”, avalia. Por enquanto, ele está curtindo o sossego, mas nas próximas semanas, pretende decidir seu futuro. “Ainda não sei o que vou fazer, mas tenho vontade de abrir uma loja de auto-peças aqui mesmo. Se perceber que é complicado, vou arriscar uma mudança pra Belo Horizonte, onde tenho parentes e posso conseguir um trabalho bom”, planeja.
Medo da violência
Para a paulista Marília Santos, 34 anos, que viveu sete anos em Everett (MA) “todo brasileiro vai para os Estados Unidos pensando no dia de voltar”. Durante os anos em que trabalhou em Massachusetts como baby sitter, e mais recentemente como housekeeper, Marília juntou dinheiro e idealizou todos os dias a volta a São Bernardo do Campo, onde nasceu e foi criada. “Não tinha um dia que não pensava como seria quando eu voltasse. Fazia mil planos”, afirma.
Em março deste ano, ela encaixotou seus pertences e voltou acompanhada do marido e de um filho de quatro anos. Agora, seis meses depois, ela diz ter se arrependido. O que mais a incomoda é a insegurança. “Os medos são diferentes. Em Everett a gente tinha medo quando saía por causa da imigração. Aqui, temos medo até quando estamos dentro de nossas casas. Parece que o perigo está sempre rondando”, observa.
Apesar da violência, na parte profissional a volta foi compensadora. Marília formou-se em administração de empresas nos anos 90 e conta que a experiência no exterior e o inglês avançado contaram muito na hora de conseguir um emprego no Brasil “Meu marido abriu uma loja de informática e eu consegui um trabalho numa multinacional. Na parte profissional, pelo menos, está tudo bem”, completa.
Sim, eu voltei!
“Saí do Brasil sem data para voltar, mas voltei há 9 meses, depois de ficar dois anos fora. Acho que todos nós chegamos a um ponto em nossas vidas em que ficamos saturados, vemos que não somos felizes, onde não estamos satisfeitos. O problema é estar saturado fora do Brasil, porque nessa hora achamos que a solução é voltar para nosso país. E aí vai a bomba: a solução não é voltar para o Brasil.
A minha volta, assim como a de muitas pessoas, foi cheia de expectativas, com sonhos mirabolantes e fantasias lindas. A adaptação no início foi complicada, tanto no pessoal como no profissional, mas após um mês eu já estava acostumada novamente, afinal foi aqui que nasci e cresci.
Não posso dizer que hoje não sou feliz por estar de volta. Sou feliz pois estou em casa, pois não tenho mais medo, e porque tenho minha família. Mas os problemas não acabaram, as insatisfações não acabaram, o cansaço não acabou... A diferença é que hoje os problemas não são os mesmos, pois sobrou espaço para outras preocupações." Vanessa Tobias
“Estou no Brasil há quase 5 meses. Eu sempre quis voltar. Passei 7 anos na Califórnia onde trabalhei, estudei, tive minha filha, enfim, vivi! O que gostei ao regressar foi ver a família, e ter tudo o que eu sempre senti falta lá fora. Como eu vim para uma cidade de interior, no Espírito Santo, não tenho sentido muito o impacto da violência, pobreza e outras coisas que se vê nos grandes centros... viver aqui é relativamente fácil. A parte ruim ficou por conta da mudança de comportamento que tenho visto nas pessoas, de maneira geral. Minha dificuldade de adaptação, até agora, tem sido lidar com as pessoas. Como meu esposo ainda está nos EUA (regressa esse mês) e envia dinheiro, financeiramente está tudo bem, por enquanto.
Não estou arrependida de ter voltado, absolutamente! Na verdade, nunca me senti totalmente inserida no modo de vida que se leva nos EUA e eu sempre tive em mente que voltaria. Estou muito feliz por estar de volta e espero poder continuar aqui.” Jackeline Cassilhas
Para psicóloga, maior erro é idealizar o retorno
A psicóloga Sylvia Dantas De Biaggi, da Universidade de São Paulo (USP), considera que o maior erro dos imigrantes é idealizar o retorno. “Quando se está fora, com saudades e se quer dar uma solução para os problemas e dificuldades no exterior, vários aspectos do Brasil não são lembrados, ou são deixados de lado. Isso é um tanto arriscado, pois é importante ter em mente que em qualquer país há aspectos positivos e negativos”, destaca.
Segundo Sylvia, que é coordenadora do serviço de orientação cultural da USP, um programa que auxilia os imigrantes retornados, apesar das pessoas acreditarem estar “voltando para casa”, é importante ter em mente que o retorno é uma nova migração. “Às vezes o choque é maior na volta do que na ida em função dessa expectativa de estar voltando para o ´seu lugar´ que em geral é um lugar imaginado”, explica.
Ela considera que a decisão do retorno deve ser tomada com calma. “É fundamental ter em mente que as políticas e a economia mudam em todos os países; aspectos bons e desagradáveis existem nos dois lugares, e todos temos de lidar com tudo isso, seja nos EUA ou no Brasil”, finaliza.
A matéria acima é retrato fiel da situação de 99% dos brasileiros que migram para os EUA.Essas pessoas na realidade nunca quiseram realmente deixar o Brasil.Quando se vai para um lugar já pensando no retorno e não em fazer parte daquela sociedade e imaginando como será a volta é porque algo está forçando a pessoa a isso.No caso dos brasileiros esse motivo quase sempre é econômico.O brasileiro imagina que tendo dinheiro no bolso ele será feliz no Brasil.Então ele sai do país em busca dele.Ocorre que no Brasil o motivo da insatisfação não está ligada diretamente ao dinheiro.Existem pessoas ricas aqui que estão desesperadas pois os filhos estão se envolvendo com drogas.Existe a violência da televisão que domina as autoridades corruptas e desfazem familias com suas programações manipuladas sobre medida para as mentes mal informadas e despreparadas.As pessoas não podem sair às ruas pois são assaltadas e violentadas.Se você sai com seu carro novo é ameaçado por um flanelinha que pede para olhar o carro e caso você não lhe dê dinheiro na volta ele arranha o carro e isso não dará em nada para ele.Andando pelas ruas você vê o enorme abismo social e cultural que existe entre as pessoas.Enquanto alguns gastam muito dinheiro em shoppings outros comem restos de comida no lixo.Essas pessoas que ficam algum tempo fora e retornam quase sempre se arrepende depois de algum tempo.Muitas delas não revelam que se arrependeram mas acabam aceitando pagar o preço por causa de valores medíocres como o carnaval,a bunda de fora das meninas,a cerveja na calçada das ruas.Tudo isso funciona como uma cortina de fumaça feita pelos dominantes para que o povo tenha uma visão deturpada de felicidade.O fato de ter uma falsa liberdade que na verdade conspirará contra ele mesmo mais dia menos dia.Para que o imigrante tenha sucesso ele deve se preparar para nascer de novo e reavaliar o que ele quer da vida.Mas para uma pessoa fazer isso ela deve ter uma idéia clara do que ela pretende e de seus valores.Geralmente as pessoas com esse perfil chegam aos EUA e se adaptam.Se tornam empresarios ou profissionais autônomos bem sucedidos.
jocar - Virginia 10/5/2007 10:07:46 PM
A primeira coisa que quero dizer eh que o Wilson nao deve morar no brasil e sim em NJ ou melhor Cliffside Park NJ, pois sabe tudo e parece vivenciar a situacao de perto(vc sabe o que estou querendo dizer). A segunda eh que seu comentario foi muito bem colocado. O que vc disse eh a pura realidade dos fatos.
Pee Wee - Atlanta, GA 10/8/2007 12:28:37 AM
Jocar, sugiro que leia outros textos, de outras pessoas, caso contrário terá uma opinião tão medíocre quanto os valores dos quais o Wilson se referiu.
Wilson, deixe-me entender esse seu lado psico-metafórico. 99% são uma "força de expressão", correto? Sobre o motivo pelo qual brasileiros migram para os EUA é óbvio demais para ser explicado, em detalhes.
Por que "no caso dos brasileiros...?" Ninguém está falando sobre outras nacionalidades. O assunto é sobre a volta dos brasileiros. Se você afirma que essa situação é a de 99% dos brasileiros que migram para os USA e que o motivo é quase sempre econômico e que o brasileiro (aqui generalizado) imagina que tendo dinheiro no bolso será feliz, e que alguns gastam muito dinheiro em shopping enquanto outros comem restos de comida do lixo, o que você quer dizer ao citar que no Brasil a tal insatisfação não está ligada diretamente ao dinheiro. Seu texto foi somente mal redigido ou você está realmente confuso? É leviano demais comparar um imigrante brasileiro a uma pessoa rica. A felicidade plena, talvez impossível, é algo muito mais complexo e abrangente que dinheiro, claro. Mas não creio que o objetivo aqui seja a avareza. Pessoas trabalham mais, ganham mais e podem comprar coisas que as tornam mais felizes como, por exemplo: uma casa própria, um carro que não pinga óleo no chão, alimentos mais selecionados, vaga numa escola melhor etc.
Essa sua opinião de que dinheiro não traz felicidade é sim uma idéia antiga e ainda dominante da qual a elite sempre se beneficiou e controlou a "massa". Ou você acha que o trabalhador deve ter apenas um Feliz Natal e nada de Próspero Ano novo.
Sobre programações das TVs e "flanelinhas" já estamos cansados e entojados de ouvir sobre. Tem algo novo?
Sobre o enorme abismo social e cultural entre as pessoas... como você consegue ver isso? Está de volta com uma "força de expressão" ou consegue mesmo ver isso? Para você ter uma idéia, se eu um dia cruzar com você numa rua qualquer aí no Brasil não poderei dizer que existe um enorme abismo social e cultural entre nós dois porque eu não consigo ver isso. Eu precisaria conviver com você. Conhecê-lo melhor e, então, poder afirmar algo.
De volta à felicidade... se a felicidade não está, então, no carnaval, nas bundas de fora das meninas (como você disse) e na cerveja na calçada das ruas, então, Cristo, onde está essa tal felicidade? Já sei! Acabo de abrir não uma porta, mas um portal de entrada de evangélicos e magos da auto-ajuda, como o idiota do Paulo Coelho, os quais, com certeza, me dirão onde ela está.
Wilson, sugiro a você que leia "O Capital" de Karl Marx. Posso lhe garantir que essa leitura será muito útil para você entender melhor esse assunto, no mínimo, por que as pessoas migram. São três livros muito grossos. Caso ache mais fácil, poderá subir neles, assim terá uma visão melhor ao seu redor.
Tenha um bom dia!
Wilson - Brasil 10/8/2007 12:48:07 PM
Eis que encontramos um Marxista.Pra seu governo meu jovem,já lí O capital,e também outras obras do gênero.E para um idiota não é necessário subir sobre 3 livros grossos para achar que sabe tudo.Basta subir sobre uma folha de jornal.Mas se vc fosse um pouco mais perspicaz perceberia que o texto não faz menção ao capitalismo em sí,mas sim ao procedimento de um grupo de pessoas que por motivos diversos não se adaptou a vida na América.Portando prefiro acreditar que vc, com tanta capacidade,apenas não entendeu o sentido da coisa.Com relação aos 99% realmente isso é uma força de expressão mas nós como brasileiros(supondo que vc seja um) sabemos disso,mesmo porque não tenho estatísticas sobre isso em mãos.Meu jovem,se vc acha que a felicidade realmente está nessas coisas que eu afirmei é porque os seus valores foram forjados para isso.Vc pressupondo ser inteligente,deve saber que a nossa percepção de felicidade é proporcional à capacidade de observar o mundo à nossa volta.Vc por acaso já parou para analizar porque uma criança estando alimentada e sadia é feliz com muito pouco?Na vida é assim.A medida que crescemos a nossa mente tende a observar coisas que quando jovens nos passam despercebidas.Ficamos com vergonha,com medo,e com raiva de coisas que passariam despercebidas antes.E são essas percepções que nos muda.Quem disse isso foi um tal de FREUD,não sei se vc já houviu falar.Um indivíduo que se contenta com valores pequenos e não desenvolveu a capacidade de ver o lado ruim das coisas ainda não está suficientemente adulto.Vc venera o capitalismo,tudo bem.Mas faz isso porque está numa posição privilegiada.Será que faria o mesmo estando aqui no Brasil trabalhando para comer?Quando digo que uns gastam muito e outros não tem o que comer me refiro a péssima distribuicão de renda.Acho que pra vc entender tenho que ser bem claro.É isso?
Pee Wee - Atlanta, GA 10/9/2007 4:41:25 AM
Wilson, sua capacidade de ver sem estar lá, um dia lhe trará problemas. Sua visão continua míope, deturpada, embaçada ou contagiada. Escolha uma. Você está equivocado meu caro, pois não sou marxista, apenas lhe sugeri a leitura de um excelente livro (3 volumes) que tive o prazer de ler por conta de um curso que fiz. Mas li e tenho lido outros autores também, sem me converter a nada. Tenho três coisas a lhe dizer sobre essa minha frustrada sugestão de leitura: Primeiro é que eu pensei que você, lendo o livro, pudesse encontrar algo mais profundo e, portando, invisível aos olhos da maioria. Segundo é que você, tendo lido "outras obras do gênero", deveria concordar comigo que a palavra "capitalismo" deveria sempre ser acompanhada de um adjetivo, como, por exemplo: "bom" ou "mau". Ou você acredita que o capitalismo (na sua mais ampla forma) é um mau?
Por último, e mais importante, se tivesse mesmo lido O Capital descobriria que o livro faz uma crítica ao capitalismo como modelo econômico. Você começou muito mal o seu texto, pecando pela ignorância. Afinal o que pensa de mim? Sou marxista ou venero o capitalismo? Ou um ou outro?
Ok, vamos para o Teste do Dia. Se consegue fazer um "O" com um copo, circule a letra de sua resposta. Pode pensar e consultar o dicionário se quiser.
Seu filho ou irmão chega pra você e diz: "Sou heterossexual! Qual é a sua reação?
a) Fica profundamente chocado e se diz envergonhado
b) Procura entender melhor e oferece ajuda custeando um tratamento psiquiátrico
c) Olha bem nos olhos dele e diz: você é meu filho/irmão e eu te amo de qualquer forma
d) Dá uma surra nele e diz que ele vai ter de ser homem, na "porrada"
e) Fica feliz com a opção dele e diz: que bom que você não "morde a fronha"!
f) Não tem qualquer reação
Ok Wilson, take your time!
Nos falamos!
Wilson - Brasil 10/10/2007 11:25:52 AM
Pee Wee.Não pense que eu tenho algo contra homossexuais.Prefiro dizer que não imagino porque vc entrou nesse assunto mas de qualquer forma entendo o que vcs passam.Respeito a individualidade de cada um e acho que uma pessoa pode e deve fazer o que quiser da vida desde que não prejudique os outros.De qualquer forma fico feliz por saber que meus comentários tocam tão profundamente vc pois em quase todos eles vc dá sua opinião.Não sobre o texto da redação,mas sobre este que vos escreve.Mas por favor continue escrevendo.Sua forma de escrever,nas entrelinhas,demonstra que vc é extremamente discreto.Sim, eu sou casado e tenho duas filhas.Que acha de continuarmos comentando em outra matéria? But dont worry.Keep in touch.
Pee Wee - Atlanta, GA 10/11/2007 4:21:57 AM
Wilson, eu disse que você poderia consultar o dicionário.
Ok, depois que você souber a diferença entre HETEROSSEXUAL e HOMOSSEXUAL, voltamos a conversar.
Jesus!
Wilson - Brasil 10/11/2007 11:12:07 AM
Pee Wee.Prefiro crêr que vc ficou constrangido.Ou que esteja afastado muito tempo da língua tupiniquim a ponto de não conseguir interpretar um texto.
Cris USA - Atlanta 10/13/2007 4:34:19 AM
Pee Wee - unico comentário... o RESULTADO do teste foi HYSTERICAL !!!! LOL
"Existem pessoas ricas aqui que estão desesperadas pois os filhos estão se envolvendo com drogas."
Será mesmo que no Brasil as pessoas acreditam que os RICOS americanos são de alguma forma diferentes? E da-lhe Crystal Meth !!! ahahahah
Abraços... que a materia sirva de informação... dispensemos os comentários (mas que eu já sabia o resultado do teste, isso eu sabia ahahahaha)
Roberto - 11/20/2007 4:19:52 PM
Em primeiro lugar gostaria de parabenizar o excelente trabalho deste site, principalmente em nos dar espaço para os comentários e dizer que estou me divertindo muito, em ler os embates literais entre o Sr.Wilson, assiduo neste portal e os demais. Adorei a matéria e concordo com a posição da psicologa do grande erro em se idealizar o retorno. Eu particularmente já conhecia os EUA desde 91 e decidi morar por uns tempos aqui, no ano de 2004. É lógico que as dificuldades financeiras e a violência pesaram na minha decisão mas, não foi só isto.
Sempre quiz aprender com fluência o idioma, gosto de história, viagens e sempre fui um eterno cigano e aventureiro ainda no Brasil. Sendo assim, aliei o desejo de realizar mais uma viagem, aprender mais um idioma, conhecer melhor a história e a cultura deste país e acabei ganhando de brinde, a possibilidade de conhecer muitas culturas numa só pois, os EUA é o país dos imigrantes. Já conheci portugueses, italianos, polacos, espanicos de vários países da América Latina, e conquistei uma grande amiga, que acabou partindo daqui para realizar seu sonho de princesa na Australia e esta muito feliz! O que importa mesmo na minha opnião, é procurarmos nos adaptarmos e sermos felizes onde estamos pois, problemas, ansiedades, desejos, sempre teremos em nossa vida, não importando nossa posição social ou financeira, isto é tipico do ser humano. Procuro não fazer planos a longo prazo e sim, viver da melhor forma possivel o dia a dia pois, de boa, futuro é algo que não nos pertence porém, preocuro de forma responsável fazer alguma economia ou investir em algo, sem precisar me tornar escravo de mim mesmo e de meus sonhos, pois assim, acabaram se transformando em um pesadelo. A mudança prá mim foi muito importante, consegue me reeducar em muita coisa, ver a vida de uma forma diferente, aprender novos valores, enfim. To feliz! Se um dia voltarei não sei, gostaria contudo! Porém vou ter a mesma tranquilidade de planejar a minha volta como planejei a minha partida para não ficar na paranóia. Estou sempre pronto pra mudanças por assim dizer!
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