Alergia no trabalho pode ser sintoma da Síndrome do Edifício Doente
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
Ambientes mal ventilados e mal construídos podem desencadear piora dos problemas alérgicos.
Ao chegar no trabalho você sente ressecamento da mucosa nasal, piora dos sintomas de rinite ou asma, olhos lacrimejando, rouquidão, dor de cabeça, tonturas, náuseas ou fadiga? Esses sinais podem ser sintomas de uma doença chamada “Síndrome do Edifício Doente”, um tipo de alergia que acomete milhares de pessoas no mundo todo.
A principal causa das alergias respiratórias no ambiente de trabalho é o sistema de ar condicionado, que apresenta alto grau de contaminação por microorganismos. Cada vez mais, pessoas que trabalham em escritórios e ambientes fechados com má qualidade do ar sofrem com problemas respiratórios.
De acordo com a otorrinolaringologista e alergista Mônica Aidar Menon Miyake, a “Síndrome do Edifício Doente” é observada em pessoas que passam grande parte do seu tempo dentro de ambientes impróprios, mal ventilados e mal construídos, sendo freqüente o desencadeamento ou piora dos sintomas de rinite alérgica e não alérgica, além da rinite ocupacional. “Isto pode ocorrer por deficiência de insolação (luz solar) e de ventilação do ambiente, bem como acúmulo de alérgenos (substâncias ou microorganismos que desencadeiam a alergia) e irritantes respiratórios, sem contar a falta de manutenção adequada dos aparelhos de ar condicionado”, afirma.
Má qualidade do ar
Os microorganismos mais encontrados em ambientes onde há má qualidade do ar são os ácaros, os fungos, e muitas bactérias, que se disseminam a partir do ar condicionado. Esses microrganismos podem aproveitar a umidades de encanamentos e causar problemas em frequentadores de escolas, empresas, hospitais e hotéis.
Outros poluentes atmosféricos internos, como fumaça de cigarros, produtos químicos para higiene e limpeza também podem levar a respostas alérgicas ou infecciosas. “Além disso, diversos profissionais podem ficar mais suscetíveis ao aparecimento de rinite ocupacional, como cabeleireiros, pintores, marceneiros, entre outros, pois ficam expostos a substâncias irritantes por longos períodos”, aponta a Dra. Mônica Menon.
Para quem trabalha em locais com má qualidade do ar, os sintomas causados pela “Síndrome do Edifício Doente” podem ser amenizados com alguns recursos. Segundo a Dra. Renata Rodrigues Cocco, alergista, recomenda-se limpeza nasal, cerca de 4 vezes ao dia, com solução fisiológica, para impedir a entrada dos agentes indesejáveis ao trato respiratório. “Além disso, em especial em ambientes em que o ar condicionado provoca ressecamento da mucosa, a hidratação nasal é recomendada com objetivo de umidificar e conferir aos microcílios nasais seu pleno poder de defesa”, diz ela.
Segundo informações do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), a tendência de se construir prédios fechados, ventilados apenas por sistema de ar condicionado, aumentou a concentração de poluentes no ambiente de trabalho, favorecendo o surgimento da “Síndrome do Edifício Doente”.