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12/20/2007 - 15:26

As lições de 2007


Fonte: Agência BR NEWS

Mesmo estando à véspera do Natal, para muita gente o ano de 2007 vai embora sem deixar saudade alguma. Para os imigrantes que moram na América, especialmente para os brasileiros, foi um ano de espera, ansiedade e decepção generalizada por causa da não aprovação da nova lei de imigração que resolveria a vida de milhões de indocumentados.



Foi o ano em que se viu aumentar consideravelmente as atitudes antiimigrantes em quase todos os níveis de governo e, finalmente, cair a máscara de setores da sociedade americana, na sua insatisfação contra imigrantes em território americano.

Hoje, o sentimento de repulsa é uma constante e já deixou de ser escamoteado para se tornar aberto, pois tem gente que nem disfarça mais. Ao barrar a lei no Congresso, os parlamentares o fizeram para atender ao eleitor que lhe paga os salários e lhe dá mandato, e portanto, exige que não aja nenhum benefício para o imigrante indocumentado.

Aos poucos, as liberdades e os – poucos – direitos que o indocumentado têm, estão sendo tirados e os trabalhadores estão sendo colocados – ainda mais – à margem da sociedade. Assistência médico-hospitalar, carteira de motorista, escola para os filhos, acesso à universidade, são alguns deles que têm sido negados sistematicamente a quem trabalha e contribui para o sucesso da maior economia do planeta.

Por causa disso, milhares de imigrantes de todas as nacionalidades estão voltando para os seus países de origem, por não conseguirem viver sufocados pela falta de documentos, e sobretudo, pela pressão exercida pelas autoridades, que transformam o país num estado policial.

Quem fica tem a esperança de que dias melhores virão, com leis justas e que trará vantagens para todos, principalmente para a nação americana que arrecadará bilhões de dólares com a entrada de milhões de novos contribuintes no sistema previdenciário.

Como se já não bastasse a crise imigratória, a financeira abateu-se sobre o país com a questão da bolha imobiliária e praticamente parou os negócios com imóveis na América.

Propriedades que antes valiam muito, hoje valem menos, e têm delas que valem menos ainda do que o valor que os mutuários têm a pagar. Os prejuízos são imensos, e quem não perdeu o seu imóvel ainda, corre o sério risco de perdê-lo nos próximos meses.

O imigrante brasileiro, principalmente o indocumentado, foi atraído pela facilidade de se comprar o tão sonhado imóvel e embarcou na ilusão de que tudo seria um mar de rosas. Ledo engano, pois além de não conseguir pagar, ainda viu o seu crédito ser comprometido definitivamente, o que provocou desilusão generalizada.

Portanto, a grande lição de 2007 é a de que nem tudo o que parece ser é. As entidades que defendem os direitos dos imigrantes tinham como certa a aprovação da lei de imigração, pois diziam eles que o presidente George W. Bush era favorável a ela. Deu errado, e nem com todo esforço pessoal Bush conseguiu que fosse aprovada.

E quem diria que o mercado imobiliário que deixou muita gente milionária nos últimos anos iria entrar em colapso? Pois entrou e arrastou para o buraco bancos, agentes imobiliários, financeiras, e se não fosse a pronta intervenção do governo americano o rombo e a derrocada seriam maiores do que o previsto.

O que fazer, ou melhor, o que esperar para 2008? Primeiro, muito trabalho e confiança em Deus de que tudo será resolvido. Devemos acreditar que tudo vai melhorar, ainda que nas eleições presidenciais o tom contra a imigração ilegal seja demagógico, afinal, muitos não perderão a esperança de tentar ganhar o eleitorado com as suas propostas.

É esperar para ver o que vai acontecer. No mais, é não perder a esperança de que 2008 será melhor, bem melhor.
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