Grande parte da comunidade brasileira em Massachusetts condena e execra as autoridades da cidade Marlboro por propor à prefeita Nancy Stevens severas restrições contra imigrantes indocumentados,
especialmente os brasileiros.
Uma das proposições foi a de instalar na cidade um escritório do ICE com a finalidade de certificar-se do status legal de imigrantes, além de prendê-los e deportá-los. Desde o episódio da bandeira brasileira que foi vilipendiada por Christofer Antal, o Gambá, as coisas na cidade não foram as mesmas. Ao contrário do que se pensa, quando o racista e xenófobo Antal urinou e pisou na bandeira brasileira, não foi um ato isolado ou casual.
Não foi o primeiro e nem será o último. Ao propor que somente quem tem documentos é quem poderá viver e fazer negócios na cidade, a idéia é de limpar literalmente do lugar quem é indocumentado. Com isto, a cidade voltará a ser novamente dos americanos, e nem de longe vai acontecer a falência ou a quebra do município. Pensamos que somos a mola mestra da economia local, mas não somos, e é isto que precisamos aprender definitivamente.
Se os brasileiros forem embora de Marlboro ou de qualquer outra cidade que adote medidas semelhantes as coisas continuarão do mesmo modo como era antes da nossa chegada.
Uma das queixas de quem está propondo a lei para a prefeita é a de que todos os custos sociais acabam ficando com a cidade, o que é verdade, pois embora a economia local seja fomentada e a arrecadação de impostos seja com isto aumentada, os benefícios para a comunidade são muito poucos.
O problema é que junto com toda a movimentação financeira – aluguéis residenciais e comerciais, vendas, etc – o que vem junto é desordem, violência, arrogância e desrespeito às convenções sociais que não são escritas e por isso mesmo, pensamos que não devem ser cumpridas.
Precisamos aceitar que as autoridades e os moradores destas cidades não querem muitas vezes o – falso – progresso, e sim a tranqüilidade que sempre tiveram.
A grande e crucial questão é que temos que aprender que se uma casa é alugada para um determinado número de pessoas, é esta quantidade que deve morar na casa. Só que motivados pela nossa histórica esperteza, pensamos que podemos tapear os “americanos idiotas”, e por aí afora.
Há ainda as brigas e as confusões no futebol, nas saídas dos bares nos finais de semana e todo um histórico de transgressões no trânsito, que terminam por saturar quem quer ver o seu lugar de origem em paz e tranqüilidade.
Se somos – e é verdade – um povo trabalhador, honesto e dedicado, carecemos de educação e de integração à sociedade americana. Isto não significa que temos que viver como os americanos vivem, e sim ter uma atitude de respeito e de observância àquilo que é tão caro para eles.
Mesmo que dependam de nós, para fazer os serviços que eles não fazem, temos que saber que a paciência deles conosco está definitivamente no limite. Temos de ter a consciência de que não estamos no Brasil, e tomarmos como exemplo outras cidades onde as comunidades de imigrante vivem em paz e harmonia com os nativos da terra, sem que os americanos desejem que eles vão embora.
Em cidades pequenas como Marlboro qualquer atitude reflete negativamente, e é isto o que está acontecendo com a nossa comunidade. Conseguimos saturar a paciência dos americanos conosco e agora só nos resta caminhar para outras cidades e não repetir os mesmos erros de Marlboro. Ou fazemos isto ou vamos ter que pular de cidade em cidade até que, por fim, tenhamos que ir definitivamente embora.
rosangela machado - serra-es brasil 6/23/2007 12:50:50 PM
olá gostei muito dessa reportagen,esse é o mal de muitos brasileiros folgados que chegam nos outros paises onde querem fazer a vida e logo começam estrapolar,eles próprios prejudicam a nossa raça,chegam aí nos primeiros dias ficam direitos como deveria ser, mais depois começam a fazer asneiras,isso só suja ainda mais a imagen que eles tem dos brasileiros...as vezes la fora temos vergonha de dizer que somos brasileiros devido a estes que só fazem burrada..
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