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12/1/2007 - 11:31

Beira-mar e a “di menor”


Fonte: Agência BR NEWS

Jehozadak Pereira

O Brasil é imenso, gigante, um bom país, um bom povo, terra abençoada e tantos outros adjetivos que poderia relacionar aqui. Mas também é a terra da vigarice, da canalhice, da corrupção, da mentira, do roubo, da rapinagem do dinheiro público, e literalmente uma terra sem lei e sem ordem, cujo cotidiano esta nas mãos da bandidagem – oficial e oficiosa, ou seja, os criminosos que agem nas ruas e os que operam a partir dos gabinetes.



Dois episódios acontecidos recentemente trouxeram novamente a atenção da mídia para o Brasil e o seu falido e ineficiente sistema prisional. Um deles, foi o da menor mantida em cela junto com homens por quase um mês, onde foi abusada sexual e fisicamente pelos presos que estavam na cela.

O delito cometido por ela pouco importa nestas condições, visto a repercussão que o caso tomou, até mesmo fora do Brasil. Ressalte-se que se ela cometeu algum crime tem que pagar por ele, mesmo sendo menor, mas daí submetê-la a constrangimentos desnecessários é uma outra história imperdoável em todos os aspectos, inclusive humanitários.

Mas o que mais choca é ver as autoridades paraenses na mais deslavada cara de pau, dizendo que na cadeia de Abaetetuba não há celas para mulheres. Isto mostra o quanto há de descaso e omissão. A governadora Ana Júlia Carepa, pronta e oportunista como todo político, baixou decreto dizendo que é proibido manter mulheres presas com homens. Sabe-se agora que os casos no Pará são muitos e surgem mais a cada dia.

Já com Fernandinho Beira-Mar a coisa é diferente, mesmo porque ele é temido dentro e fora dos muros da prisão onde se encontra. Em recente ação, a Polícia Federal prendeu 10 pessoas, mais a mulher e o filho – que já foi solto – de Beira-Mar, na Operação Fênix, que mobilizou 240 agentes federais.

Que o chefão brasileiro, mesmo preso num presídio de segurança máxima, dá as ordens e coordena o seu império criminoso todos sabemos. A novidade foi a declaração de Antonio Carlos Biscaia, secretário nacional de Segurança Pública, de que Fernandinho Beira-Mar e sua organização são incontroláveis, a começar das suas correspondências que pela lei brasileira não pode ser monitorada. Como assim? Mas não é para isolar totalmente o preso da sociedade que foram construídos os presídios de segurança máxima? Se não funcionam porque gastaram tanto para fazê-los?

Poderíamos sugerir às autoridades brasileiras, inclusive o secretário Antonio Biscaia, que assistissem a série Lockdown: Total Control, produzida pela National Geographic, e que é exibida na televisão americana semanalmente. A série mostra como se controla com mão pesada uma cadeia de segurança máxima, onde os presos têm, sim, que cumprir as suas penas sem questionamentos, pois uma vez que transgrediram alguma lei, estão ali com um fim específico.

O controle é total e sufocante. Nada escapa aos olhos atentos de quem tem que vigiar e monitorar os presos. Telefone celular? Nem pensar. Vai mandar alguma carta? Primeiro ela passa por um controle. Vai receber um carta? Idem. Vai receber visitas? Saibam que elas serão monitoradas por câmeras e através de um comunicador que será devidamente ouvido por um atento funcionário. Direitos? Nenhum. Lembram que eles estão ali porque cometeram crimes?

As regras internas são claras e uma vez transgredidas custarão mais ainda. O isolamento é total e para se conseguir por exemplo ter um jogo eletrônico qualquer deve-se conquistar o privilégio de ter um. É uma troca que se faz.

Bestas-feras como Beira-Mar pagam caro pela sua insolência e abuso, nos Estados Unidos, pois as vontades, as atitudes arrogantes e as insolências são castigadas, tampouco se misturam nas mesmas celas, ou sequer nos mesmos presídios homens e mulheres, o que serve para ricos e pobres. Já no Brasil, quem não tem dinheiro como Beir-Mar, sofre como a menina “di menor” do Pará.
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Comentários. Deixe o seu!

2 comentário(s)
Wilson - Brasil
12/1/2007 7:42:35 PM
(OS KAMIKAZES DO SUL)-A sensação de insegurança é total em todo o Brasil.O cidadão tal qual o sapo sugerido em outra ocasião vai se acostumando à temperatura do ambiente está morrendo cozido.Enquanto isso várias pessoas que se dizem "humanitarias" e com "boas intenções" gastam saliva e o dinheiro público focando em causas erradas.Sempre apelando ao coração romântico do Brasileiro que nada tem a ver com a realidade.Vejamos o caso do Rio de Janeiro onde milita uma ONG famosa chamada de"VIVA RIO".Essa organização foi fundada curiosamente em 1993 logo após a chacina da candelária.Vive defendendo medidas na melhor das hipóteses inócuas o que é perfeitamente compreensível pois os seus integrantes vivem,ou sempre viveram do outro lado do abismo social.(Do lado favorecido é claro).Só para que o leitor faça o seu juízo essa ONG recebe R$20 milhões por ano sendo que 65% disso vem dos cofres públicos,portanto ela nada tem de não governamental.O seu diretor executivo é um antropólogo e já foi agraciado duas vezes com o prêmio personalidade e cidadania.Entretanto,vemos que o foco dessa ONG está voltado à defesa dos criminosos e não das vítimas.Sempre que um criminoso é morto pela polícia o antropólogo e os seus vem em defesa da família e dos excluídos.Essa turma e também a dos direitos humanos que trata a pobreza como fator principal para o crime está chamando de potencias assassinos todos os pobres,e isso é uma afronta.Mas então onde estaria a solução?O meu quase xará,o criminologista James Wilson desenvolveu a TEORIA DA JANELA QUEBRADA na qual afirma que quando alguém quebra uma janela e ela não é reparada então outras pessôas quebrarão outra e outra até acabar com todas e quem sabe até atearão fogo no prédio todo.Resumindo as pessôas reagem a incentivos,e a punição inclusive para pequenos delitos é fundamental para o restabelecimento da ordem.Não é a desigualdade material a causa do crime.Se fosse a Colômbia não teria diminuido muito a criminalidade nas favelas.A impunidade é o convite ao crime.O problema é que no Brasil o povo conspira contra ele mesmo através dos canalhas que tão bem representam a massa brasileira.Uma espécie de suícidio autorizado e coletivo porém lento.Os mesmos canalhas que aprovaram o estatuto da criança e do adolescente que transformou marmanjos assassinos em crianças inimputáveis."Sou dí menor" e a primeira coisa que vem à boca desses seres quando nas raras vezes que são apreendidos pela polícia.
 
Pee Wee - Atlanta - GA
12/2/2007 5:19:59 AM
Quem disse "Sou di menor" foi um garoto que abandonou a escola por razões diversas, conviveu com outros que também abandonaram a escola e por isso nada mais correto aprendeu. Agora quem escreveu "humanitárias" sem o devido acento, "brasileiro" com inicial em maiúsculo, "potências" sem o devido acento, "pessoas" com acento circunflexo e "suicídio" com acento no lugar errado foi um idiota metido a intelectual que se diz Advogado, conhecedor de 8 países, pesquisador do assunto emigração brasileira, um empreendedor do ramo imobiliário com 28 apartamentos e 5 lojas alugadas. Na minha opinião, caso esse idiota tenha mesmo esse pequeno império, é que ele deveria ter comprado um apartamento a menos e aproveitado o dinheiro para estudar melhor a língua portuguesa. Sobre esse pequeno império tenho duas perguntas: Com todo esse patrimônio para cuidar como esse idiota tem tempo de escrever aqui? A segunda pergunta é: Como esse idiota conseguiu adquirir 28 apartamentos e cinco lojas tão rápido e de forma honesta se não exerce a profissão de Advogado? Pergunto porque, ou melhor, acompanhem comigo. O primeiro imóvel ele deve ter comprado aos 18 anos de idade, superestimendo-o como empreendedor. Então: 18+28(apartamentos)+5(lojas)= 51. Ok, se ele tem hoje 51 anos de idade (maduro demais para escrever as asneiras que escreve) quer dizer que ele comprou um imóvel por ano. Se ele tem menos que 51 anos de idade, então ele comprou mais de um imóvel por ano. Sem contar que ele diz que se formou em Direito Criminal, viajou a 8 países e nunca exerceu a profissão de Advogado. Tudo isso conquistado de forma honesta. Estamos diante de um mentiroso de 3ª categoria ou de um perfeito criminoso? A minha resposta é: esse é o sujeito mais burrinho e mentiroso que tenho conhecido recentemente. ACORDA!
 

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