Agentes da imigração realizaram uma blitz na comunidade da ilha de Nantucket (Massachusetts) na manhã de quarta-feira onde detiveram dezoito indocumentados. A busca teria sido solicitada pelas autoridades locais e teve a colaboração de imigrantes.
A operação procurava vinte e seis imigrantes envolvidos em delitos criminais e com ordens de deportação pendentes, entre os detidos dezesseis possuíam registros criminais, seis ignoraram a ordem de saírem do pais e eram procurados pela Immigration and Customs Enforcement - ICE , outros dois estavam ilegalmente no país.
A blitz teve a colaboração da guarda costeira que transportou os ‘criminosos’ para os centros de detenção da ICE em Boston.
A lista de detidos inclui quinze homens e três mulheres de sete diferentes países, uma das mulheres foi libertada por razões humanitárias.
De acordo com a policia de Nantucket, a ICE foi chamada para resolver uma série de violências em que imigrantes estiveram envolvidos, num caso recente, um imigrante atropelou três pedestres e abandonou a cena do acidente, posteriormente o imigrante foi detido e entregue às autoridades federais, outros casos envolvendo trafico e uso de drogas, violência doméstica, porte de armas e arrombamentos.
Autoridades de Nantucket afirmaram que cerca de 3 mil pessoas que vivem na ilha são imigrantes vindos principalmente de El Salvador, Brazil, Jamaica, Inglaterra, Lituânia, Irlanda e Cuba. A economia de Nantucket é baseada exclusivamente no turismo graças a mão de obra imigrante, os baixos salários proporcionam um melhor investimento na a infra-estrutura da ilha e oferece preços convidativos às pessoas comuns a desfrutarem a lata temporada de verão nesta época do ano.
Embora a ICE afirme que os imigrantes estavam sendo procurados por cometerem crimes diversos, a brasileira Camila Monteiro, diretora do Community Action Committee of Cape Cod & Islands afirmou ao jornal Boston Globe desta quinta-feira que os imigrantes brasileiros detidos na ilha não teria cometidos nenhum crime, a não ser o de trabalhar sem autorização legal. “os familiares dos brasileiros estão frustrados porque a detenção destes imigrantes não tem relação com as tensões criadas por criminosos em nossa comunidade”, afirmou.