Fonte: Agência BR NEWS Da Redação
Em mais um visita à fronteira dos Estados Unidos com o México, na última segunda-feira, o presidente George W. Bush, voltou a pressionar o Congresso para que a reforma migratória seja discutida e aprovada até agosto deste ano.
De um posto da Patrulha da Fronteira, no Texas, o presidente enfatizou o fortalecimento da segurança na fronteira. “É incrível o progresso que foi feito (desde a sua última visita). Eu já estava impressionado com a nossa estratégia, mas estou mais impressionado ainda agora que está sendo implementada”, disse referindo-se à construção do muro na região. “Se você não protege sua fronteira, as pessoas vão cruzá-la ilegalmente. Mas você não pode mantê-la segura, com a atual pressão que existe sobre ela. E isso exige um programa de trabalhador convidado, complementou.
Diante do que considera um avanço na fronteira, Bush disse que é hora de aprovar uma novas leis de imigração. Mais uma vez, o presidente fez campanha em nome dos imigrantes indocumentados, pedindo ao Congresso que aprove o programa de trabalhador convidado, ajudando milhares de indocumentados a legalizarem o seu status e futuramente obterem a cidadania americana. “É impraticável mandar 11 milhões de pessoas de volta para casa. Pode soar bom, mais isso não vai acontecer”, declarou ele referindo-se à deportação em massa dos indocumentados.
A mensagem de Bush na segunda-feira foi dirigida especialmente aos conservadores do seu próprio partido, que até agora se colocaram contra qualquer proposta que garanta a cidadania dos indocumentados.
O senador Jon Kyl (Arizona), peça-chave para qualquer acordo entre republicanos, democratas e Casa Branca sobre reforma migratória, acompanhou Bush na visita ao Texas. O Senador Edward Kennedy, outra figura vital no debate, elogiou a iniciativa do presidente. “O presidente Bush fez a coisa certa ao discusar hoje. Somente um acordo bipardidário se tornará lei. Há muito em comum, especialmente na necessidade de fortalecer nossa fronteira e nossas leis, mas diferenças importantes ainda precisam ser resolvidas”, disse.
Oficiais do governo, liderados pelo Secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, e o Secretário de Comércio, Carlos Gutierrez, se encontraram com senadores republicanos em reuniões privadas por algumas semanas, para formular um plano que sirva de modelo para a reforma migratória que deverá ser aprovada. Entre as propostas do projeto modelo estão:
*a criação do visto “Z” para os imigrantes indocumentados, que lhes dará direito a trabalhar legalmente por três anos, sendo renovável por mais três. O visto irá custar $3,500 cada vez que solicitado. * Imigrantes sob o visto “Z” terão direito a solicitar a residência permanente com a condição de saírem do país e retornarem com o status legal. *pagamento de multas O porta voz da casa branca disse que o modelo é apenas um ponto de partida para as discussões no Congresso.
A proposta do governo não agradou a democratas e defensores dos imigrantes. Milhares de pessoas protestaram nas ruas de Los Angeles no último sábado e chamaram o plano da Casa Branca de “uma traição de Bush”.
O Líder da maioria do Senado, Harry Reid, marcou a data para o debate sobre a reforma migratória para maio próximo.