Senadores democratas e republicanos anunciaram na quinta-feira, 14, que fizeram um acordo para voltar a debater o projeto de reforma migratória que ficou emperrado na casa há cerca de duas semanas.
O líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, e o líder da minoria, o republicano Mitch McConnell, disseram que esperam votar a medida antes do recesso de 4 de julho.
Num comunicado em conjunto, eles afirmam: “nós nos encontramos com diversos senadores envolvidos nas negociações do projeto de reforma. Baseados nessa discussão, o projeto de imigração vai voltar ao Senado depois que completarmos o projeto de energia.”.
A proposta discutida pelo Senado, que tem apoio do presidente George W. Bush, poderá provocar a maior mudança nas leis de imigração do país dos últimos 20 anos. Entre as medidas principais, a lei poderá aumentar a segurança na fronteira, multar companhias que empregam imigrantes indocumentados, criar um programa de trabalhador convidado e legalizar cerca de 12 milhões de imigrantes que vivem ilegalmente no país.
Entretanto, o acordo entre democratas e republicanos não significa que o projeto de lei será aprovado na casa ou que se tornará lei. Defensores da proposta acham que alguns republicanos conservadores tentarão impedir a votação da passagem final.
Além disso, também não há garantia de que o projeto do Senado será bem recebido na Casa dos Representantes. Líderes democratas da Casa tem expressado preocupação em relação a certos artigos da legislação, como o que muda o sistema migratório do país para um sistema por mérito, dando menos importância aos laços familiares na hora de escolher quem tem direito à residência permanente.
O debate sobre a reforma migratória emperrou no dia 7 junho, quando os líderes democratas forçaram uma votação final para a proposta, mas não conseguiram os votos suficientes para realizá-la.
Sob o acordo estabelecido na última semana. O senado vai considerar 22 emendas, metade dos republicanos e metade dos democratas.
No dia em que o acordo foi estabelecido, o presidente Bush destinou $4.4 bilhões em fundos para serem ultilizados no fortalecimento da segurança, como prova de que o governo está comprometido com a segurança da fronteira.
O senador Johnny Isakson descreveu a atitude de Bush como “um bom começo”, mas disse que o presidente precisa fazer mais para manter a segurança na fronteira e mostrar que está comprometido com o fortalecimento das leis de imigração.
Bush disse que os $4.4 bilhões em fundos virão de multas que serão recolhidas daqueles que vieram para os Estados Unidos ilegalmente e que tentarão se legalizar.