Bush recebe duro golpe com fracasso de reforma migratória
Fonte: Terra (www.terra.com.br) / AFP
O projeto da reforma migratória fracassou nesta quinta-feira no Congresso americano, deixando no limbo milhares de imigrantes ilegais que residem atualmente no país, além representar um duro golpe para o presidente George W. Bush.
- Muitos de nós trabalhamos duro para ver se podíamos conseguir um terreno comum. Não deu certo - lamentou o presidente, que pretendia transformar a reforma migratória em um dos poucos êxitos de seu segundo mandato.
O Senado americano bloqueou ontem a reforma migratória, que regularizaria milhões de estrangeiros sem documentos, ao se negar a realizar o debate sobre o projeto de lei por 53 votos contra e 46 a favor, o que impede a votação final.
Nesta votação crucial, o apoio de 60 dos 100 senadores era necessário para limitar a 30 horas o debate sobre o controvertido projeto de reforma, que além de acertar a situação dos cerca de 12 milhões de clandestinos que vivem nos EUA, também concederia 4,4 bilhões de dólares à segurança na fronteira.
Na véspera, por uma estreita margem de quatro votos, essa Câmara decidiu resgatar o texto que o líder dos democratas, Harry Reid, tinha retirado do plenário há três semanas, ao não conseguir os votos necessários para encerrar o debate, como voltou a ocorrer nesta quinta.
- Estou muito decepcionado por não ter podido aprovar esta lei - afirmou Reid.
- Acho que se trata de uma vitória para o povo americano - respondeu o republicano Jim Demint, o mais ferrenho adversário do projeto.
- É um dia triste para os Estados Unidos", lamentou, por sua vez, o senador democrata Charles Schumer, acrescentando que "todo o mundo sabe que nossas leis de imigração não funcionam, e nosso país perde parte de sua grandeza quando não consegue acertar algo que todo o mundo sabe que está desgastado".
Em sua primeira reação, Bush não escondeu o mal-estar com o resultado.
- O fracasso do Congresso em fazer algo é uma decepção - declarou o presidente, que trabalhou até a última hora para convencer os senadores republicanos a apoiar uma reforma que prometeu a seus eleitores há mais de três anos, quando iniciou a campanha eleitoral para sua reeleição, que conseguiu em novembro de 2004.
Em meio a esse revés, o presidente Bush pediu ao Congresso que se una a partir de setembro para aprovar outras leis importantes, mas não inclui entre elas o projeto da reforma migratória, batalha já considerada perdida.
A aprovação dependia de uma frágil minoria no Senado. O texto já tinha sido duramente criticado pelos republicanos, que o consideram uma "anistia" para os imigrantes ilegais, e por setores democratas e hispânicos, que o consideram insuficiente.
O fracasso vem após a rejeição pelo Congresso, no ano passado, a um outro projeto de reforma, devido à oposição do setor mais radical do Partido Republicano, que perdeu dois meses depois a maioria em ambas as câmaras do Congresso nas eleições legislativas de novembro.
Os partidários da reforma queriam que o Congresso a aprovasse o quanto antes para evitar que voltasse como um dos temas pendentes na campanha eleitoral para as primárias do começo do próximo ano, o primeiro passo para a eleição presidencial em novembro de 2008.
Várias organizações hispânicas expressaram sua decepção.
- É uma vitória para o status quo, e ninguém deveria estar feliz com isso - lamentou a presidente do Conselho Nacional da Raça (NCLR, sigla em inglês), Janet Murguía, a maior organização hispânica dos EUA.
A Associação de Funcionários Hispânicos no Serviço Público nos Estados Unidos (NALEO, sigla em inglês), "condenou", por sua vez, "a votação do Senado para matar uma reforma migratória ampla", uma decisão que "força milhões de imigrantes ilegais a continuar vivendo nas sombras".
Queridos amigos brasileiros e hispanicos, como eu ja havia comentado esta reforma cheirava a 'arroz queimado' termo utilizado no Brasil para expressar algo que nao vai acontecer, por outro lado so existe um caminho para as pessoas que estao de forma ilegal neste pais: DEUS.
Cristiane Fetter - Paramus - New Jersey 7/2/2007 8:52:38 PM
Deve ser uma sitação complicada para os Senadores americanos, como é para os imigrantes ilegais. Não estou nesta situação, já que formos transferidos para cá pela nossa empresa, da mesma forma que eu acho que um país não pode ser a casa da mãe Joana e entra e fica quem quer, o que os Estados Unidos fariam se todos os imigrantes fossem embora? Quem iria limpar seus jardins, seus restaurantes, suas ruas, atendê-los nas lojas, nos táxis entre outras coisas? Meu visinho que é uma americano de NY me disse uma vez que o americano não cria filho para ser ascensorista, mas empresário, diretor ou presidente. Eu acho esta situação uma sinuca de bico. No blog brasileiro para o qual escreve vira e mexe alguém me pede para comentar sobre a situação dos imigrantes, ainda não sei o que escrever, vamos ver o que acontece. www.ofuturodopresente.blogspot.com. Abraços
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