A Interpol publicou no início da semana uma foto que supostamente seria de um pedófilo confesso. A foto, que foi recuperada por especialistas em computação na Alemanha, havia sido propositadamente distorcida para esconder a aparência do criminoso no Vietnã e no Camboja entre 2002 e 2003.
O combate à pedofilia tem sido uma constante nos países desenvolvidos nos últimos anos e, apesar de todos os esforços e investimentosm, a prática só tem aumentado, principalmente nos países pobres e sub-desenvolvidos do Terceiro Mundo. Com a vigilância e o cerco exercido resta aos maníacos viajar para lugares onde por qualquer trocado conseguem praticar os seus crimes.
Aliás, ao lado da pedofilia, a prostituição infantil tem crescido também a níveis assustadores, assim como a pornografia em todas as suas modalidades. No mercado negro, fotos de crianças nuas ou sendo abusadas movimentam milhões de dólares por ano e há gente que vive exclusivamente disto.
Especialistas se dão conta de que por mais que se combata mais surgem, a cada dia, novos adeptos e praticantes, e se perguntam quais são as razões do aumento tanto da pornografia, como da pedofilia e prostituição. Certamente um dos meios de disseminação é sem dúvida nenhuma a internet e a facilidade em se produzir e conseguir material. Com uma máquina digital, ou mesmo um telefone celular de última geração pode-se em minutos produzir e distribuir fotos para uma rede, sem que se consiga rastrear a sua origem – geralmente hospedados em provedores do leste europeu, e portanto, a salvo da ação policial, o que de certa forma deixa evidente que por mais que se esforce e lute, sempre as autoridades vão estar um passo atrás dos criminosos. Para cada endereço eletrônico descoberto e retirado do ar, há pelo menos outros três que imediatamente são colocados à disposição dos criminosos.
Sem contar as facilidades para se filmar e produzir material em vídeo que será devidamente comercializado e que gerará verdadeiras fortunas. Tudo isto nos mostra tristemente que as nossas crianças estão perdendo a força a sua pureza e inocência e por mais que se esforce nada pode ser feito.
Aumentou a maldade ou as coisas sempre foram assim, e nunca se atentou para isto? Talvez seja uma junção das duas coisas que fazem com que se revele o modo como as crianças estão cada vez mais expostas.
Nos Estados Unidos, as arquidioceses de Boston e Los Angeles da igreja católica já pagaram juntas mais de US$ 1 bilhão para vítimas de abusos sexuais praticados por sacerdotes. O escândalo estourou em 2002 na Arquidiocese de Boston, e revelou que padres cometiam abusos contra crianças há décadas sem que fossem importunados. Quando eram descobertos, simplesmente eram transferidos de uma cidade para outra, onde continuavam as suas práticas.
A justiça americana condenou e prendeu sacerdotes, além da exposição pública na mídia americana e internacional, que serviu para que mais vítimas se apresentassem e reivindicassem indenizações milionárias.
A proliferação da pedofilia, da prostituição infantil – o Brasil, infelizmente é um dos países onde mais há prostituição infantil, e da pornografia é um dos males do nosso tempo, e somente o esforço conjunto das autoridades, das entidades como a ONU, FAU, Unicef entre outras, e uma estreita colaboração policial internancional é que poderá coibir e inibir a prática.
A rede de proteção que cerca e esconde criminosos tem que ser desmascarada e banida. Apesar de toda a repulsa que a prática provoca, há de se admitir que é um mercado em franca expansão e que movimenta verdadeiras fortunas todos os anos. Somente a exposição, como fez a Interpol divulgando e mostrando a cara dos criminosos, é que pode inibir quem pratica, produz, veicula e distribui material pornográfico e, sobretudo quem é praticante de tais atos, que verdadeiramente são execráveis e condenáveis sob todos os aspectos.