Com base em pesquisas, grupo destaca a importância dos trabalhadores nos EUA.
Um grupo de organizações de diversas etnias lançou uma campanha educativa em Nova York, com o objetivo de acabar com os mitos e as informações erradas sobre os imigrantes.
Com a iniciativa, Nova York se transforma no primeiro Estado em que latinos, asiátios, imigrantes da África e do Oriente Médio, entre outros, se unem para que os norte-americanos tenham uma imagem positiva da comunidade.
“A verdade sobre os imigrantes” foi lançada no início da semana, em uma coletiva de imprensa convocada pela Coalisão dos Imigrantes, que reúne representantes de 25 organizações. Entre os que integram a campanha figuram líderes religiosos, estudantes, empresários, educadores e ativistas que querem aumentar o número de aliados da comunidade imigrante. A união de forças tem o objetivo de aprovar a reforma imigratória no futuro.
Na lista de mitos que se quer eliminar, estão os seguintes argumentos: imigrantes tiram trabalho dos norte-americanos, são criminosos, abusam dos serviços do governo sem pagar impostos e não se integram à nova cultura. “Nosso objetivo final é a reforma, e para chegar até lá precisamos solidificar nossa base”, explicou disse Javier Valdés, da Coalisão. “É um tema que afeta todos país, por isso, queremos criar uma aliança com não-imigrantes”.
Na opinião de Valdés, quando o debate sobre imigração voltar a Washington, os trabalhadores estrangeiros estarão mais fortalecidos. Ele disse, ainda, que o grupo usa dados de estudos de economistas e de pesquisadores da própria Casa Branca para provar a importância econômica dos imigrantes.
Uma das pesquisas utilizadas como base é a do Instituto de Política Fiscal de Nova York. Ela revelou no final do ano passado que os imigrantes contribuem com $229 milhões de dólares na economia, no setor de serviços, principalmente. De acordo com o estudo, 31% dos que ocupam postos de diretores executidos de empresas nova-iorquinas são imigrantes e 9 mil latinos são donos de negócios que empregam grande parte das 165 mil pessoas que atuam no setor. “Nova York é o primeiro Estado a iniciar a campanha e queremos ser um exemplo nacional de como podemos criar alianças com grupos não imigrantes”, completou.