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4/28/2008 - 14:44

Clientes denunciam extravio de caixas


Fonte: Agência BR NEWS

Juliana Melo

Empresa de New Jersey alega problemas com transportadora no Brasil. Consumidores pedem ressarcimento por pertences extraviados.



Em outubro do ano passado, Maristela Gouvea contratou a Alexim Moving, em New Jersey, para mandar ao Brasil três caixas com pertences pessoais, eletrônicos, objetos de decoração, utensílios domésticos, dentre outros itens. Seis meses depois, uma caixa ainda não chegou ao destino e as outras foram violadas. “Tudo o que era novo, como aparelho de DVD, edredon, e eletrodomésticos sumiu. Só chegaram coisas velhas e itens que não eram meus, como tapetes e tênis usados”.

Desde então, a consumidora trava uma batalha diária com a empresa. Maristela, assim como outros brasileiros de seu círculo de amizade, quer que a empresa se responsabilize pelos itens extraviados e indenize os clientes.

Segundo Maristela, nas diversas conversas que teve com funcionários da empresa, ela ficou sabendo que houve um problema com a transportadora que faz a entrega no Brasil, mas não obteve nenhuma solução para seu caso. “Acho realmente que esse tipo de coisa pode acontecer, mas se eles tinham um contrato com uma empresa que não honrou os compromissos, o problema é deles. Nós, consumidores, pagamos pelas caixas e recebemos a garantia deles de que esses pacotes chegariam intactos ao destino programado. Se não chegaram, eles têm que se responsabilizar e nos ressarcir”.

A brasileira, juntamente com outras pessoas que passaram por problema semelhante com a referida empresa, aguardam uma solução para o extravio dos pertences. “Caso nada aconteça nas próximas semanas, entraremos na justiça”, afirmou.

Empresa não se isenta de responsabilidade

Em contato com nossa reportagem, Luciano C. Campos, da Alexim Moving, esclareceu o ocorrido e diz que a empresa reconhece o problema e pretende recompensar os clientes lesados. “Infelizmente, uma das transportadoras com a qual mantínhamos parceria comercial há pouco mais de 1 ano começou a agir de forma suspeita”, diz, explicando que a transportadora brasileira estava atrasando as entregas, desviando volumes e cobrando da Alexim por um serviço que não fora prestado.

Segundo Campos, quando teve conhecimento dos atrasos – devido às constantes reclamações dos clientes, a empresa mandou representantes ao Brasil para checar o que estava acontecendo. Ao verificar falhas no serviço prestado, a Alexim cancelou o contrato, exigindo que a empresa de transportes autorizasse a transferência dos volumes para outra transportadora , a fim de que os volumes fossem entregues.

Devido ao descontentamento com relação à decisão da empresa de NJ e à rescisão do contrato, a transportadora antiga causou alguns entraves, levando a Alexim Moving a recorrer à justiça para tomar posse dos volumes dos seus clientes. “A justiça nos deu ganho de causa para que efetuássemos a coleta dos bens que estavam nesta empresa e, em primeira instância, do total dos volumes que estavam com esta transportadora, aproximadamente 80% foram resgatados e transferidos sendo que, infelizmente, alguns haviam sido violados”, conta. “Já entramos com um segundo processo por apropriação indébita contra a transportadora para que a mesma entregue o restante dos volumes que lhes foram confiados e até o momento não foram localizados, porém, não sabemos quanto tempo levará para que a justiça seja feita, nem se esta transportadora ainda está em poder destes volumes”.

De acordo com Campos, em respeito aos clientes a Alexim resolveu instruir toda sua equipe para iniciar processos de ressarcimento aos prejudicados. m dos maiores problemas enfrentados é que muitos clientes não declararam os itens despachados, o que dificulta o ressarcimento. Luciano explica, entretanto, que todos os clientes que tiveram pacotes encaminhados à antiga transportadora, serão recompensados de alguma maneira.

“Toda a nossa equipe de profissionais está à disposição para informações adicionais que se façam necessárias e estamos fazendo o melhor possível para resolver a situação dos clientes que estavam com volumes na transportadora antiga”, informa.
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