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2/6/2007 - 9:59

Comunidade sem crise, apesar dos crimes


Fonte: Agência BR NEWS

Tatiana Barros é assassinada pelo marido em Tampa, na Flórida; José de Lima é assassinado por engano em Milford, Massachusetts; Lindomar Monteiro foi preso em Medford, Massachusetts, acusado de abusar de uma menina de oito anos; em Atlanta, Georgia, João Elias, é acusado pelas autoridades policiais de manter uma creche ilegal e de ter abusado sexualmente de crianças.

Ainda em Massachusetts, um brasileiro tomou dinheiro emprestado de um agiota, e depois de ter ficado duas semanas sem pagar, foi mantido em cativeiro, espancado e teve que passar por uma cirurgia na cabeça para retirar um coágulo. O agiota e mais cinco pessoas que ajudaram a espancar o devedor estão presos.

Estes episódios são dos últimos dias, e novos casos acontecem diariamente.
Fora tudo isso, há brasileiros envolvidos diariamente com falsificações de documentos, roubos de casas, de carros, assalto a mão armada, prostituição, violência doméstica, direção sob influência de álcool e drogas variadas, além de outras centenas de delitos menores. Sem contar os golpes financeiros que volta e meia aparecem para depenar alguns patos que querem se fazer passar por espertalhões. Até banco – que é crime federal – os nossos patrícios já assaltaram.

Com isso, a imagem de povo ordeiro e trabalhador da nossa gente vai para o ralo de modo assustador. O que fazer diante dessas situações cada vez mais frequentes na comunidade brasileira? Quase nada. Mesmo porque as lideranças pouco ou nada podem fazer para evitar tais fatos. Principalmente porque são desunidas e cada qual busca tirar proveito para as suas entidades ou projetos pessoais. Com isso, a comunidade fica a deriva literalmente. É certo que parte da comunidade frequenta algum tipo de comunidade religiosa, e mesmo entre estes é possível observar problemas – menores – mas presentes.
Sem orientação, sem objetivos concretos, a não ser trabalhar duramente, o imigrante fica à mercê da sua própria sorte, deprimido, problemático, e via de regra envergonhando o resto da comunidade.

Pode parecer num primeiro momento que a comunidade está em crise, mas não está não. ainda há uma esperança. Se há na comunidade cada vez mais gente que se vale de expedientes pouco escusos para viver, e por conta disso se envolvem cada vez mais em coisas erradas, há por outro lado gente muito boa.

Gente que prefere a tranqüilidade e a serenidade e por conta disso trabalha arduamente de sol a sol, ou de neve a neve - afinal o inverno fraco de neve está indo embora - e com isso conquistar as suas coisas de modo idôneo e honesto. Com isso, pode-se demorar alguns anos para que as vitórias cheguem – casa própria, um carro novo, boas roupas, uma vida melhor e mais digna, educação superior para os filhos, etc, a tão sonhada estabilidade financeira, e como resultado disso tudo, documentos americanos.

Já os que preferem a esperteza, o caminho é inconstante, inseguro, incerto e, via de regra, acabam em alguma prisão americana o sonho de ficar rico do dia para a noite. Em vez disso, vai se viver a mais longa das noites, com tempo para pensar e refletir se valeu ou não a pena, o sonho de uma noite de verão – curto por sinal.

Mas, entre tantos espertinhos, há gente da melhor estirpe e qualidade, que luta sem limitação de tempo, de espaço e que vai a luta sem medo de cara feia ou mau humor. São milhares de anônimos que não perdem o seu tempo com vigarices ou ofertas tentadoras.

Mas tem também gente que não se omite e nem se acovarda diante de nada. Gente de quem devemos ter orgulho e respeito pelo árduo trabalho que fazem.
Ou seja, felizmente, o contraponto perfeito para tanta coisa errada que vive acontecendo no nosso meio.
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