Confiança de construtores cai ao menor índice em 15 anos
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
A confiança dos construtores de casas caiu pelo terceiro mês consecutivo em maio, e profissionais do setor acreditam que será necessário esperar até o próximo ano para sentir uma melhora no mercado.
De acordo com um estudo desenvolvido pela Associação Nacional de Construtores de Casas (NAHB - National Association of Home Builders), o índice que mede a confiança dos construtores caiu ao nível 30 em maio, três pontos a menos que o registrado em abril. O número é o menor em 15 anos. Economistas afirmam que índices abaixo de 50 indicam que construtores consideram que as condições do mercado não são favoráveis.
Desde que a confiança alcançou um nível de 39 em fevereiro, mês anterior à crise no mercado de mortgage que resultou em dezenas de execuções bancárias, os construtores recuaram e interromperam os projetos de novos investimentos. “A crise no setor de hipotecas de risco afetou outras parte do mercado, assim como o psicológico dos consumidores. Por causa disso, o setor imobiliário saiu prejudicado”, disse David Seiders, economista chefe da Associação Nacional de Construtores, em comunicado que acompanhou a publicação do índice.
O economista diz ainda que acredita que a venda de casas e a construção de novos imóveis só começará a melhorar no próximo ano. Para ele, muitas incertezas marcam o momento e ainda não se sabe ao certo os efeitos que a crise dos mortgages poderá produzir na compra e venda de imóveis.
Os primeiros sinais de reação seriam “bastante lentos”, disse o grupo. “Os construtores estão sentindo os impactos do endurecimento das regras para conceder empréstimos nas atuais vendas de casas e estão se preparando para mais dificuldades no futuro”, disse o presidente da NAHB, Brian Catalde, um construtor da Califórnia.
Diminui início de novas obras
Os Estados Unidos registraram uma queda nos inícios de construções de casas e nas taxas de permissão para construir no mês de abril. Os dados são um novo sinal do esfriamento do mercado imobiliário, dizem economistas.
Além da crise no setor de empréstimos, a construção civil também foi afetada pelo comportamento dos consumidores e construtores, que decidiram adiar os novos projetos até que se reduza o grande número de casas à venda.
Os inícios de construções de casas caíram a uma taxa anual de 1,490 milhões de unidades em abril e as permissões para construir também teriam chegado a 1,525 milhões.
Os construtores esperam que o panorama melhore ou fique estável no mês de maio. No entanto, as projeções indicam que a construção de novas casas cairá ainda mais até que as vendas de imóveis voltem a um ritmo sustentável e restabeleça um melhor equilíbrio entre a oferta e a demanda.