Construção de imóveis em Nova York é a maior em 30 anos
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
Ao contrário do que vem acontecendo em muitas cidades americanas que, afetadas pelo desaquecimento do mercado imobiliário, estão construindo menos, a construção de imóveis novos em Nova York é a maior em 30 anos.
Um dos indícios, segundo reportagem divulgada na quarta-feira, 25, é o aumento do número de licenças para construção concedidas durante os anos de 2005 e 2006, mais de 62 mil. A prefeitura não concedia tanta licença desde 1972.
“Isso parece ser uma característica de re-urbanização que beneficiará a cidade de Nova York, acredita Comptroller William Thompson, um dos autores da reportagem. Nova York, um imã para imigrantes, jovens profissionais e famílias relutantes em enfrentar longas horas de transporte públicao dos subúrbios para as cidades, tem visto sua população crescer nos últimos anos para mais de 8 milhões.
Los Angeles e Chicago, que correspondem, respectivamente, a segunda e terceira maiores cidades do país, também passam por uma fase de crescimento no número de novas construções. Chicago emitiu cerca de 10 mil licenças entre 2004 e 2006, quase três vezes mais que entre 1997 e 1999. Los Angeles, por sua vez, concedeu um número ainda maior de licenças, 12.500, no mesmo período, quatro vezes mais que entre 1997 e 1999.
Como cidades que dependem dos impostos do mercado imobiliário para sobreviver, uma recessão neste setor pode prejudicar a economia como um todo. A economia da área metropolitana de Nova York é a decima maior do mundo e maior do que a de países como India e Brasil. A área metropolitana de Nova York engloba New York, northern New Jersey, Long Island, southwestern Connecticut e partes de Pennsylvania.
Desaquecimento imobiliário nos EUA prejudica latinos O desaquecimento do mercado imobiliário dos Estados Unidos se espalha agora pela América Latina. Isso acontece porque a construção civil é o setor que mais serve de porta de entrada aos imigrantes no mercado de trabalho americano. Esses imigrantes contribuem com a maior parte dos US$ 50 bilhões que se estima que são enviados anualmente dos EUA para familiares na América Latina. Essa quantia aparenta estar em refluxo.
As remessas mensais dos EUA para o México caíram continuamente desde o auge de US$ 2,6 bilhões em maio de 2006 - pouco antes de desabar o número de construções de novas casas. Em fevereiro deste ano, o último mês para o qual há dados disponíveis, as remessas ao México caíram para US$ 1,7 bilhão.