Direitos humanos: 62 imigrantes morrem em prisões americanas
Fonte: Agências Internacionais
Segundo denúncia de grupos de direitos humanos, desde 2004, 62 imigrantes morreram em prisões americanas em decorrência da falta de tratamento médico adequado.
O grupo culpa a pouca assistência da U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), criticando o que eles chamam de “tratamento inferior, lenta burocracia para processar o pedido de tratamento médico e alimentação inadequada, com ausência de nutrientes”.
“Um sério e crescente problema nas detenções americanas é a horrível e inadequada assistência médica, que leva ao desnessário sofrimento e morte”, disse Tom Jawetz, advogado da American Civil Liberties Union, um dos grupos que fez a denúncia. A ACLU tem diversos casos de maus tratos pendentes contra a ICE, o Departamento Nacional de Segurança e funcionários de detenções.
Um dos casos mais chocantes é o de Cynthia Lamah, uma imigrante que teve o seu pedido de asilo negado e foi presa mesmo estando grávida de quatro meses. “Embora ela tenha requerido assitência médica, ela ouvia que tudo estava normal, recebia pílulas de Tylenol e era mandada para cama”, conta Jawetz. “A bolsa de Cyntia rompeu e ela abortou ali na prisão. Ela não ganhou o direito de ir ao funeral do bebê e foi deportada logo em seguida”, completa.
A ICE freqüentemente detém imigrantes indocumentados até que um juiz decida seu status. Desde 1996, o número de detidos nas celas da ICE aumenta cerca de 300 mil pessoas por ano, superlotando o sistema e causando problemas como a falta de assistência médica adequada.
Hoje há mais de 27 mil imigrantes sob a custódia da ICE.