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4/3/2007 - 12:24

Discutindo a relação


Fonte: Agência BR NEWS

Ester Chagas

Se há uma frase que arrepia os maridos, é: “precisamos discutir a relação”.

O grande problema é que mulheres adoram conversar sobre o relacionamento, enquanto os homens, em geral, não apreciam esse assunto, de maneira alguma. Muitos deles se assustam, temendo a cobrança que sentem na fala de sua mulher.

Uma das queixas, quando se discute a relação, é o pouco tempo que um dos parceiros (as) tem para com o outro.

Para os homens, em geral (há exceções), o pedido de diálogo ameaça porque significa que a companheira não está satisfeita, quer apontar defeitos e exige soluções. Colocando bobagens e fatos importantes no mesmo nível, banalizamos o diálogo. Por exemplo, quando essa necessidade de “discutir a relação” acontece por causa da roupa suja jogada no chão do banheiro, da mesma forma que por um problema sério, o diálogo fica confuso, e pode perigosamente perder o sentido.

Isso acontece pela nossa falta de objetividade (das mulheres), a dificuldade de ir direto ao ponto, coisa que incomoda profundamente os homens.

A mulher é, em geral, detalhista e minuciosa em suas falas, enquanto os homens geralmente vão direto ao que interessa, concentrando-se naquilo que julgam importante em determinado assunto. Sem dúvida, pela diferença entre as psicologias masculina e feminina, são as mulheres que sempre solicitam mais o diálogo. Por isso, é importante lembrar algumas dicas para ambos, para que o pedido de “rever a relação” seja levado a sério e não caia no desprezo.

Um dos truques é não tentar conversar quando estamos irritados com o (a) parceiro(a) por “picuinhas”. Melhor aguardar um pouco até passar o momento de maior impaciência, para se falar com objetividade o que se deseja. Outra coisa que funciona é conversar por tópicos, como fazemos em nossas reuniões de trabalho.

Falar por tópicos se torna mais objetivo, por exemplo: “Estou preocupada com a forma como estamos conduzindo o dinheiro... vamos pensar juntos sobre isto? O que você sugere?”.

Finalmente, vale lembrar que tocar na pessoa com quem estamos falando sério é muito bom e ajuda a criar ou recriar a intimidade. Basta, muitas vezes, colocar sua mão no braço do (a) companheiro (a), ou acariciar seus cabelos enquanto se fala, para ajudar a formar o clima e desarmar qualquer defesa. Ajuda, inclusive, a mostrar que “discutir a relação” significa apenas acertar os ponteiros, desnudar a alma. Não é, necessariamente, o ponto de partida para guerrilhas pessoais, nem o primeiro passo para divórcio. Muito pelo contrário, é o caminho para uma saudável vida a dois.

“Para ter opinião você precisa de boa informação”
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