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4/3/2007 - 12:54

Dúvidas marcam sonho americano


Fonte: Agência BR NEWS

Juliana Melo

Nem todos os imigrantes recém-chegados estão felizes com a decisão de deixar o Brasil. Uma parte desse grupo afirma estar decepcionada com a vida nos Estados Unidos. Mercado de trabalho competitivo, remuneração menor que há alguns anos e leis imigratórias mais rígidas estão entre os principais motivos dessa insatisfação.

A paulista Luana Martins, 26, havia trabalhado em Miami (FL) dos 18 aos 20 anos de idade. Voltou para o Brasil em 2001, formou-se em turismo e no ano passado – seis anos depois, se inscreveu num programa de trabalho temporário para levantar um dinheiro extra. O trabalho na Flórida poderia viabilizar o sonho de conseguir a entrada para a compra de um apartamento no Brasil.

Ao chegar nos EUA, em novembro de 2006, deparou-se com uma realidade distante do que ela imaginava. “Vim cheia de esperanças, mas encontrei um mercado difícil, muito diferente de minha primeira experiência”, conta.“Para ganhar o que imaginei, tenho que trabalhar muito mais”, diz Luana, sem disfarçar a frustração.

Paulo Menezes, 21, também esperava que as coisas fossem mais fáceis. Há três meses, ele aceitou o convite de um amigo – que já vive nos Estados Unidos há quatro anos, e trocou Salvador (BA) por Trenton (NJ). Além de sofrer com a diferença de temperatura, ele vem sentindo dificuldades em relação ao idioma. “Não estou achando nada confortável não conseguir me comunicar com as pessoas”, diz. Paulo veio com visto de turista e aponta outro obstáculo: a imigração. “Por enquanto, meu visto está válido, mas mesmo assim sei que estou irregular no país, pois não poderia trabalhar”.

Ele afirma que não descarta a possibilidade de voltar para o Brasil a qualquer momento, ainda que tenha vindo com a intenção de ficar dois anos. “Nas primeiras semanas, me senti deprimido e não antecipei o retorno por não querer ser alvo de críticas de familiares e de amigos”, diz. “Sou ´orgulhoso´. Fiz de tudo pra vim pra cá, fui contra a opinião de muita gente. Só não volto agora porque não quero que as pessoas joguem na minha cara que eu fui precipitado ou irresponsável”, analisa.

Questionamentos fazem parte da adaptação

De acordo com a psicóloga Cristina Pontes, o período de adaptação ao novo país é marcado por muitos questionamentos que, na maioria das vezes, servem para fortalecer o imigrante. “Ficar em dúvida sobre a decisão é absolutamente normal e pode ser muito positivo para aqueles que aproveitarem esse momento para desenvolver a autoconfiança e a determinação”, diz.

A profissional comenta que a decepção inicial normalmente é superada quando o imigrante ganha autonomia financeira. “Tinha uma paciente que veio disposta a trabalhar em tarefas pesadas, mas ficou inicialmente frustrada por ter deixado a carreira de administradora de empresas no Brasil. Quando começou a ver a cor do dinheiro, a frustração deu lugar a uma grande motivação”.

Mas, o que fazer nesse período marcado por dúvidas e desilusões? A melhor saída é entender que se trata de um sentimento de adaptação, que passará com o tempo. “No começo tudo é nebuloso e difícil. Na minha opinião, a pessoa só deve desistir desse sonho de viver no exterior se perceber que está passando por maus momentos, que poderão resultar em trauma. Os outros obstáculos fazem a parte da vida e engrandecem o ser humano”, finaliza.
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Comentários. Deixe o seu!

5 comentário(s)
FABIO - marietta
4/5/2007 1:35:18 AM
o q q paulo meneses queria quando chegou aqui ? opcao numeroum :encontrar uma arvore de dollares 2 encontrar pessoas distribuindo dollares ops 3 encontrar um clima igual ao do brasil , entender a lingua imediatamente e encontrar uma arvore de dollar e pessoas distribuindo tambem ? se vc acertar vc pode ganhar uma arvore cheinha de dollares heheheheeh muito bom nao e pessoal ? participem heeeeeeee e cada pessoa q participar pode deixar um recadinho dizendo bye bye paulo heeeeeeee agente tem q ler cada uma , mais e isso ai quem gosto fica e quem nao gostou e simplis vcs nao acham pessoal? heeeeeeeeeee
 
Cida - USA
4/5/2007 8:46:49 PM
Essa reportagem eh que eh a mais sem sentido, so para encher linguica. Normalmente nos nao temos muito tempo para "sentar e ler um jornal", mas dai se deparar com uma reportagem dessa categoria, por favor, eh nos fazer perder tempo. Luana Mello, me desculpa, mas traga para nos "noticias" que vale a pena estarmos diante de um veiculo como este, e nos sentirmos informados de verdade, pois acredito que voce eh paga para isso. Please, ninguem merece...
 
Juliana Melo -
4/5/2007 9:48:43 PM
Prezada Cida, Agradecemos sua opinião. Lembramos que esta matéria foi escrita para a editoria “comportamento” do jornal impresso, um espaço onde trabalhamos temas relacionados aos sentimentos que afetam o dia-a-dia dos imigrantes. Além de publicar as experiências de alguns brasileiros, incluímos sempre a opinião de um especialista, a fim de que ele analise a situação e oriente o leitor. Por se tratar de questões comportamentais, os textos dessa seção costumam ter maior relevância para quem está passando por situação semelhante à narrada pelos entrevistados. Dessa vez, o texto não lhe interessou, mas esperamos contemplar, nas edições futuras, assuntos com os quais você possa se identificar. Continue participando e discutindo, afinal, o National é um jornal que preza a liberdade de expressão. Para nós, a opinião do leitor é sempre bem-vinda.
 
FABIO - marietta
4/12/2007 2:16:36 AM
ja q vcs dizem q a opiniao do leitor e sempre bem vinda seria melhor vcs nao fazer comentarios para defender alguma materia de vcs q nao foi muito la estas coisas . pelo q me parece e q vcs nao aceitam criticas e isso e errado nota zero . espero q com inteligencia vcs nao vao escrever nada para para querer deixar seus leitores sem graca q e o q parece e esta nao e a primeira vez q vejo isso nao
 
Richard - Brazil
4/12/2007 3:28:45 PM
Os leitores devem se lembrar que jornal nao é feito endereçado a uns ou outros... como disse a nobre Juliana Mello, LIBERDADE DE EXPRESSAO, deve ser compreendida e respeitada. O que nao serve para uns, serve para outros!!! Respeitem os veiculos de comunicaçao e seus profissionais, que procuram atender a todos os interesses, e DE TODOS. Aos leitores acima, sugiro que peçam a um amigo, enviar e-mail dizendo e abrangendo exatamente o que desejam ler e saber (rsrs). Juliana Mello, PARABENS pela materia, pois retrata realmente sentimentos de diversas pessoas, principalmente enriquecido por uma observaçao de outro profissional!!! É por atitudes e reaçoes como estas, que nos brasileiros somos vistos como somos.... procurem ser mais nobres, cordiais e educados... se determinada materia nao interessou, simples: PASSE PARA OUTRA, mas respeite ao Jornal, seu profissionais e demais eleitores, para que nao frustem, ou melindrem a criatividade e impeto dos profissionais de comunicaçao. A proxima vitima, poderá ser voce mesmo, pois possivelmente uma materia que lhe interessa, possa ser ocultada pelo jornalista, para talvez nao desagradar uns e outros!!! Juliana, siga em frente e nao se abale, afinal democracia e opnioes sao variadas e voce nunca agradará a todos, principalmente os menos desprovidos de intelecto.
 

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