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2/27/2008 - 8:3

Empresas de turismo lamentam falta de trabalhadores estrangeiros


Fonte: Agência BR NEWS

Da Redação

A política migratória norte-americana está afetando o mercado de trabalho de estações de esqui, restaurantes e hotéis.



O centro de turismo Stowe Mountain, de Vermont, é uma das muitas estações de esqui que dependem de dezenas de trabalhadores estrangeiros para trabalhar na alta temporada. Este ano, no entanto, os instrutores estão em falta. Stowe teve que apelar a um recrutamento especial para sua escola, a fim de formar novos profissionais.

“Precisamos encontrar pessoas para trabalharem aqui e estamos fazendo todo o possível para não reduzirmos nosso quadro de funcionários”, disse Julie Frailey, diretora de recursos humanos.

Os centros de esqui estão entre os primeiros negócios da temporada que sentem os efeitos da mudança na lei federal que reduziu o número de vistos para trabalhadores estrangeiros em ocupações temporárias.
Hotéis, restaurantes, processadores de mariscos e companhias de jardinagem estão preocupados em não poder contratar tantos trabalhadores como antes. “A situação não poderia ser pior”, queixou-se Parker Riehle, da Associação de Esqui de Vermont, afirmando que dezembro foi um mês muito ativo, com muita neve.

Antes de entrar em recesso no ano passado, o Congresso não renovou uma lei que permitia aos trabalhadores estrangeiros que haviam vindo aos EUA nos últimos anos voltar para uma nova temporada, sem contar para o limite anual dessa categoria.

O número desses vistos de temporada e temporários têm um limite anual de 66.000. À medida que o programa foi se popularizando, o Congresso aprovou extensões que aumentavam esse limite, especialmente para trabalhadores que retornavam no ano seguinte. A mais recente extensão venceu em 30 de setembro, baixando o número de vistos H-2B para 33.000 para o primeiro semestre do ano fiscal de 2008, ou seja, menos da metade dos 71.000 vistos emitidos para o mesmo período no ano anterior.

Dez das 19 estações de esqui de Vermont dependem de trabalhadores imigrantes temporários. Nos invernos recentes, os centros de esqui empregaram cerca de 700 trabalhadores com visto H-2B.

Estabelecimentos de regiões onde o turismo é a principal atividade acreditam que o verão será tão problemático quanto o inverno. Fred Haskett, sócio gerente de uma empresa, esperava usar uns 20 trabalhadores com vistos H-2B no próximo verão, mas agora pensa em reduzir sua atividade.

Os empresários dizem que esperam que os legisladores tomem uma medida urgente para não atrapalhar ainda mais o mercado.
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