Fonte: Agência BR NEWS Ester Chagas
Quando falamos em violência dentro da família, a primeira imagem na qual pensamos é a do homem espancando a mulher. E não sem razão, porque os números mostram que a realidade mais evidente é exatamente essa.
O que não pensamos, muitas vezes, é que nem sempre a violência é caracterizada apenas por maus-tratos físicos, e que nem sempre é o homem o agressor. Há muitos casos de mulheres violentas!
Se a agressão for por um pequeno descontrole, pode dar certo dizer à outra pessoa que você não irá mais tolerar atitudes assim. Se for algo maior, fora do comum, a separação é inevitável. Nesse caso, é válido denunciar a agressão, para que a história não se repita.
Xingamentos, humilhação, palavrões e seus derivados também são um tipo de violência moral e psicológica. De qualquer forma, é o momento do casal sentar-se e conversar, antes que a relação fique desgovernada pela falta de respeito.
Quando o tema é agressão psicológica e/ou moral, tanto os homens como as mulheres podem ser agressores ou agredidos.
A forma com que tratamos nosso (a) companheiro (a) é essencial na manutenção sadia de um relacionamento.
Podemos falar a mesma coisa de várias formas diferentes, e a maneira de falar é muito importante na reação que as palavras vão causar em quem está ouvindo. Isso vale não só para os casamentos, mas para os relacionamentos humanos em geral.
Pequenos fatos do dia-a-dia, quando acumulados, podem resultar em violências verbais, psicológicas, morais ou físicas.
Quando se tem o hábito de criticar o (a) parceiro (a), ainda que por pequenas coisas, só ver seu lado negativo, é um sinal de que o relacionamento não está bem. Talvez seja o momento de dar uma parada, conversar e analisar bem o problema juntos.
Evitar comportamentos agressivos não significa absolutamente reprimir e anular nossos sentimentos, nem relevar ou aceitar humilhações e maus-tratos vindos da outra pessoa.
Exprimir o que sentimos não significa faltar com o respeito, mas apenas dizer o que estamos vivenciando, do que sentimos falta, o que estamos pensando e querendo. Bem como deixar espaço para que o(a) outro(a) se expresse também.
Quando alguém contém sentimentos de raiva, começa a formar aquilo que chamamos de mágoa ou ressentimento, e isso certamente vai minar a relação.
Discutir a relação, coisa que as mulheres gostam de fazer e os homens em geral odeiam, é um dos caminhos para preservar o relacionamento e “pôr para fora” as cobras e lagartos do dia-a-dia.
Uma coisa é certa se sentirmos “Amor Próprio” saberemos como agir.