Especialista diz que imigração custa aproximadamente US$ 350 bi por ano aos EUA
Fonte: Agências Internacionais
Segundo estudo de economista, governo americano gasta anualmente US$ 9.139 por imigrante.
O economista e presidente da empresa de consultoria ESR Research, Edwin Rubenstein, realizou um estudo sobre o impacto fiscal da imigração no orçamento geral do Estado. O relatório de 70 páginas analisa o custo que representa para 15 departamentos federais assumir os cerca de 37 milhões de imigrantes - entre legais e ilegais - que, segundo calcula, vivem atualmente nos EUA.
Rubenstein estima que cada família de imigrantes formada por quatro pessoas custa aos contribuintes US$ 36 mil ao ano. O Departamento do Tesouro fica com a maior despesa derivada da imigração, com US$ 146,6 bilhões ao ano ou US$ 3.868 por imigrante. Este valor inclui US$ 100 bilhões em impostos federais que, afirma, o Estado perde em conseqüência da redução da renda dos americanos nativos por causa da força de trabalho imigrante.
O departamento que tem menos despesas por causa da imigração é o de Defesa, cujo custo fica em torno de US$ 300 milhões ao ano ou US$ 7 por imigrante, segundo o estudo apresentado.
Outros departamentos fortemente impactados pela imigração são o de Seguridade Social, com um custo de US$ 58,3 bilhões (US$ 1.538 por imigrante); o de Saúde, com US$ 57,2 bilhões (US$ 1.509 por pessoa), e o de Segurança Nacional, com US$ 25,2 bilhões (US$ 665 por imigrante).
Déficit
Para o economista, o custo da imigração mais que dobrar o déficit público de US$ 162 bilhões do ano passado, representa "somente" um terço dos US$ 500 bilhões previstos para este ano fiscal.
Os estudos elaborados sobre o impacto fiscal da imigração nos EUA são poucos e vêm de centros privados, mas o Governo nunca analisou este tema. Por isso, Rubenstein pretende "preencher uma lacuna informativa" com seu trabalho, e proporcionar à Administração federal "um ponto de partida" para que analise o impacto fiscal da imigração. "Há muitas razões para estar preocupado com a imigração ilegal, mas quase todas são aplicáveis também à imigração legal", disse Rubenstein na apresentação do estudo. "Qualquer um que esteja preocupado com o impacto da imigração ilegal nos salários ou no orçamento federal deveria estar também preocupado com impacto da imigração legal sobre estes fatores", reiterou Rubenstein.
O economista afirmou que se mostra contrário à opinião de alguns analistas e da Administração de que a legalização ou "anistia" dos mais de 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA - segundo cálculos - contribuirá para melhorar o impacto fiscal, porque estas pessoas terão que pagar impostos. "Está comprovado que os benefícios recebidos pelos imigrantes são maiores do que os impostos pagos", afirmou Rubenstein.
Ele cita um dos poucos relatórios elaborados sobre esta natureza, que data de 1997. Nele, o Conselho Nacional de Pesquisas (NRC, na sigla em inglês) calculou que uma família média de imigrantes nos EUA recebeu há uma década US$ 13.326 em benefícios ao ano, frente aos US$ 10.664 que desembolsou em impostos, o que gerou um déficit de US$ 2.682 (de 1996). Se estes números forem transferidos para o valor do dólar em 2007, o déficit se elevaria a US$ 3.408 em média por cada família de imigrantes.