Especialistas defendem ações para conter fluxo migratório de Valadares
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
Desenvolvimento da economia regional é apontado como principal meio para que as pessoas se fixem em Minas Gerais.
A Comissão do Trabalho, da Previdência e da Ação Social da Assembléia Legislativa de Minas Gerais se reuniu, na sexta-feira, 28, na cidade de Governador Valadares, com o objetivo de buscar alternativas de desenvolvimento para reduzir os efeitos do fluxo migratório de trabalhadores do Vale do Rio Doce para o exterior.
Os participantes do encontro defenderam a necessidade de promover políticas públicas de apoio ao emigrante e sua família e a criação de novas possibilidades de emprego e renda na terra natal.
Todos os participantes da reunião foram unânimes no pensamento de buscar alternativas para o desenvolvimento de Valadares e região. A autora do requerimento para o debate e vice-presidente da comissão, deputada Elisa Costa (PT), destacou algumas políticas públicas do Governo Federal que vão trazer, segundo ela, esperança de reinserção do emigrante no desenvolvimento da região. Entre as ações, Elisa Costa citou recursos de R$ 110 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Governador Valadares em obras infra-estrutura nas áreas de habitação e saneamento. Também citou a liberação de R$ 5 milhões de emendas do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) para a cidade nas áreas ambiental e educacional.
A subsecretária de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Marilena Chaves, não vê a emigração como problema, e sim como potencial. Ela defendeu que o projeto de desenvolvimento local seja capaz de inserir o emigrante, que volta fluente em outra língua depois de ter conhecido outras culturas. "Eles podem ser agentes de turismo", sugeriu.
Para o coordenador do Centro de Informação, Apoio e Amparo a Família e ao Trabalhador no Exterior (Ciatt), Antônio Carlos Linhares Borges, a idéia é abrir portas para geração de renda para o emigrante. "Não é nossa intenção evitar que a emigração aconteça, mas proporcionar oportunidade local e que a pessoa possa optar por ir ou não".
O centro foi criado há três anos e atualmente é patrocinado pela Fundação Banco Brasil. "Nosso objetivo é realizar um diagnóstico sobre a emigração na cidade e depois fazer uma intervenção da realidade local", afirmou Antônio Carlos Linhares. Na opinião do coordenador-geral de Monitoramento e Avaliação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Márcio Fontes Hirata, cabe ao Estado construir alternativas para que a emigração seja uma opção e não uma falta.