Fonte: Agências Internacionais
Depois de anos de elevado crescimento na compra de imóveis para investimento, especuladores fugiram do mercado imobiliário no ano passado. A compra da segunda propriedade como forma de investimento caiu de 40% do total das vendas para 36%, de acordo com reportagem divulgada na segunda-feira, 30, pela National Association of Realtors (NAR).
Contudo, a compra do segundo imóvel para uso próprio cresceu. Foram 4.7% mais casas de veraneio compradas, comparado ao ano anterior, um recorde de 1.07 milhões de unidades vendidas. A compra de casa para investimento caiu 28.9% em 2006, com cerca de 1.65 milhões de unidades vendidas.
A razão para queda da compra de imóveis para investimento é a estagnação dos preços no mercado imobiliário no ano passado. Segundo a NAR, a tendência é que isso piore neste ano, pois o número de financiamentos com prestações atrasadas tem aumentado, o que obriga os credores a venderem ou leiloarem as propriedades cujo mortgage não tem sido pago.
Os investidores, geralmente, têm mais condições de cortar gastos e vender suas propriedades quando o mercado se torna desfavorável. Os proprietários que ocupam o imóvel, ao contrário, lutam para não perder sua casa.
David Lereah, economista chefe da NAR, diz que a queda dos investimentos no setor imobiliário eram esperadas. “Especuladores saíram do mercado em 2006, o que fez com com que as vendas para investimento diminuíssem muito mais rápido do que a venda de imóveis para uso prioritário”.
A compra e venda de casas de veraneio, por outro lado, são menos afetadas pelas características do mercado imobiliário, pois possuem características próprias. Os principais consumidores neste setor são aposentados com renda considerável. Contudo, o comprador médio de uma casa para férias tem 44 anos e renda em torno de $102,000 anuais.
O motivo que leva essas pessoas a comprarem o segundo imóvel varia. 79% deles afirmam que a principal razão é usá-la para passar férias com a família; 34% querem diversificar seus investimentos; 28% pretendem usar a casa futuramente; 25% estão de olho nos benefícios do Imposto de Renda; 22% acham que o imóvel pode ser usado por amigos e familiares; 21% tinham dinheiro extra sobrando e 18% pretendem alugar.