Está mais dificil arrumar emprego nos EUA, diz estudo
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
Hispânicos acham que a falta de documentos, pouca oferta de empregos e exigência de educação são as principais razões para o problema
Até alguns anos atrás, era comum, ao imigrar para os Estados Unidos, os recém-chegados ouvirem de outros imigrantes: “aqui trabalho é o que não falta”. Porém, com o combate à imigração ilegal, a dificuldade de obter documentos e até mesmo as crises ecônomicas nos últimos anos, conseguir um emprego que pague pelo menos o necessário está mais dificil do que nunca. Pelo menos para os imigrantes da América Latina.
Uma pesquisa realizada pela fundação Bendixen & Associates, a pedido do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mostra, pela primeira vez, o reflexo do debate sobre reforma migratória no dia a dia dos imigrantes. Os latinos são alvos de discriminação e estão enfrentando uma grande dificuldade para conseguir trabalho.
“O que eu tenho visto é feio e triste”, declarou Sergio Bendixen, da Bendixen & Associates. “Há milhares de latino-americanos, com vidas miseráveis por causa do sentimento antiimigrante que agora está tão predominate em muitas areas”.
De acordo com o estudo, mais de 80% dos imigrantes mexicanos e centro-americanos afirmam que ficou mais difícil conseguir um bom emprego nos Estados Unidos recentemente. Mais de 30% dos mexicanos e centro-americanos no país aponta a discriminação como o problema mais grave para os imigrantes, e para 83% dos mexicanos e 79% dos centro-americanos, o problema está piorando.
Ainda segundo os entrevistados, o principal motivo para a maior dificuldade em conseguir empregos bem remunerado nos Estados Unidos atualmente, apontado por quase metade (45%) dos imigrantes, é a exigência de documentos. Em seguida, com 21%, aparece a falta de empregos no país. A exigência de educação é o terceiro maior problema apontado pelos imigrantes, com 12%.
O estudo indica ainda que a porcentagem de mexicanos que envia dinheiro para o seu país de origem caiu de 71% no ano passado, para 64% no primeiro semestre de 2007. A queda foi mais acentuada nos Estados em que a imigração latina é mais recente, como a Geórgia, Carolina do Norte e Pennsylvania. Nessas regiões, a porcentagem de dinheiro enviada para o México caiu de 80%, em 2006, para 56% neste ano.
Em relação aos países da América Central, as remessas caíram num ritmo menos acelerado. Entre os cidadãos de El Salvador, Guatemala e Honduras, 78% afirmam que remetem dinheiro neste ano, em comparação com 80% no ano passado.
Os autores da pesquisa consideram a queda no envio de remessas como um dos sinais da dificuldade de arrumar emprego.
Foram entrevistados 900 hispânicos em junho deste ano. Deles, 51 % dos mexicanos e 52% dos centro-americanos afirmaram não estar legalizados.
Sinceramente a visao que tenho (sem querer ser pessimista) eh que as coisas tendem a piorar por aqui. Jah se veh aumento de criminalidade na Florida, em NJ, dificuldades de conseguir emprego, dificuldade das companhias pegar trabalhos, pessoas indo embora, outros vendendo casa e assim por diante. Numa situacao positiva as coisas seriam diferentes: Pessoas comprando casa, pessoas cada vez mais querendo vir pra ca, empresas procurando gente pra trabalhar e trabalho sobrando. Tire suas conclusoes! Vamos participar mais! Sem agressoes!!!
Wilson - Brasil 8/22/2007 3:56:20 AM
Os hispanicos bem como os brasileiros realmente tem que se preocuparem com a falta de empregos e perspectivas pois na grande maioria são pessoas desqualificadas que vão para os EUA somente com a intensão de juntar dinheiro e voltar para o país de origem.Muito raramente houve-se aqui no brasil uma pessoa dizendo que está pensando em ir para fixar residência,estudar,construir uma vida na america.Os que assim se posicionam estão cansados dessa bagunça chamada BRASIL.
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