Estudo revela: ¼ da economia de NY é impulsionada pelos imigrantes
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
Trabalhadores estrangeiros estão cada vez mais presentes em setores que exigem curso superior
Os imigrantes são parte essencial da economia do estado de Nova York. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Fiscal Policy Institute, divulgada na última segunda-feira, 26.
De acordo com os pesquisadores, um quarto da economia de Nova York é impulsionada pela comunidade imigrante que vive no estado. Em 2005, quando o estudo foi conduzido, os moradores estrangeiros correspondiam a 21% de toda a população ou 4.1 milhões de pessoas e contribuíram com 22.4% do PIB (Produto Interno Bruto - soma monetária de todos os bens e serviços finais produzidos por uma região) ou com o total de $229 bilhões.
O estudo também concluiu que os imigrantes que vivem em Nova York não exercem somente atividades de pequena remuneração e que exigem baixo nível de instrução. Eles estão em áreas que exigem curso superior como assistência médica, educação e negócios. Fora da cidade, cerca de 4 em cada 10 médicos e mais de um quarto dos professores universitários são estrangeiros. No subúrbio novaiorquino, onde apenas 5% da população é nascida no exterior, os imigrantes correspondem a um quinto dos professores e mais de um terço dos médicos.
Para os autores da pesquisa, os números mostram que a participação das pessoas nascidas fora do país na economia do estado está crescendo. “muitos imigrantes se misturaram às comunidades americanas, aprenderam a falar inglês e compraram suas casas”, constata os pesquisadores.
Na cidade de Nova York, a contribuiçao dos imigrantes é ainda maior. Eles correspondem a 37% da população e ganham 37% dos salários. Assim como em todo o estado, eles também exercem funções variadas, desde motoristas de taxi e faxineiros até médicos e executivos.
O estudo “Working for a Better Life” entrevistou, em 2005, residentes antigos e novos, documentados e indocumentados. Os autores estimaram em 16% a porcentagem de imigrantes que vivem no estado com status migratório irregular.
Questão polêmica
A participação dos imigrantes na economia do país é tema quente no debate sobre reforma migratória. Os defensores de leis de imigração mais rígidas argumentam que os imigrantes prejudicam a economia do país pois, além de reduzirem salários, recebem em assistência médica, educação e outros serviços sociais muito mais do que contribuem A Federation for American Immigration Reform, um dos grupos contrários à imigração, estima, citando diversos estudos, que o custo da imigração – legal e ilegal – para o país é de $15 bilhões a $20 bilhões anuais, enquanto que a contribuição não passa de $10 bilhões por ano. Na Califórnia, imigrantes não sobrecarregam o sistema de saúde americano
Um outro estudo, divulgado pela Universidade da Califórnia na última segunda-feira, 26, constatou que os imigrantes latinos não sobrecarregam o sistema de saúde do estado, como sugerem alguns críticos da imigração.
A pesquisa notou inclusive que os indocumentados recebem menos assistência médica que os imigrantes que vivem legalmente no estado. Os mexicanos indocumentados, por exemplo, visitam o médico 1.6 vezes menos que os americanos de origem mexicana. Os indocumentados de outras partes da América Latina vão ao médico 2.1 vezes menos que os cidadãos americanos de origem latina.
Os pesquisadores também observaram que os imigrantes sem status legal não têm um médico fixo e só recorrem à emergência dos hospitais em último caso.
O estudo, de autoria de Alexander Ortega que foi iniciado em 2003, entrevistou 1317 mexicanos indocumentados, 2851 cidadãos americanos de origem mexicana, 271 estrangeiros latinos e 852 cidadãos americanos de origem latina, todos residentes da Califórnia.