Na semana passada, o Secretário do Tesouro, Henry M. Paulson Jr., apresentou um plano que iria ajudar a prevenir ‘foreclosures” para aqueles com boa história de crédito e renda comprovadamente estável. Em outras palavras: não vão ajudar ninguém!!!
A princípio, a idéia é tentar segurar aqueles que estão aguentando a prestação inicial, porém, se houver um aumento no pagamento mensal causado por ajustamento da taxa de juros variável serão forçados a entregar a casa (foreclosure).
O labirinto de condições e exigências para que alguém se qualifique é quase impossível de solucionar. Além disso, vivemos numa república capitalista, onde não se pode obrigar um banco a aceitar mudanças no contrato de empréstimo. Pode-se apenas sugerir, ou até mesmo pedir, uma colaboração em prol da economia nacional….quem sabe….
Até o momento, a grande maioria dos bancos nem sabe de que se trata. O próprio governo ainda não sabe qual será a estrutura do plano. Eles têm uma noção do que precisa ser feito. A elaboração e execução de um plano de ação democrático e efetivo porém não será simples.
Cogita-se dividir o número de pessoas que têm juros ajustáveis prestes a aumentar em quatro grupos:
1) aqueles que podem pagar suas prestações mesmo aumentando a taxa de juros; 2) aqueles que ainda não estão preparados para ser donos de sua própria casa; 3) aqueles que querem refinanciar suas dívidas; 4) aqueles que estão confortáveis com os juros atuais, porém não irão suportar se houver um aumento. Esses últimos integram o grupo que o governo está interessado em ajudar.
O problema é muito mais grave: o financiamento de imóveis é muito cobiçado por investidores pela segurança de ter um bem como garantia. Com os preços das casas despencando, já não haverá garantia suficiente que justifique emprestar dinheiro a juros módicos…5.7% por exemplo, que é uma taxa de juros bem popular nesses dias. Se é para correr riscos, investidores podem dar preferência à bolsa de valores que promete ganhos bem mais alto. É claro que nem sempre essas promessas são cumpridas.
Se o governo não consegue ajudá-lo a tempo, se você não pode refinanciar porque o valor da casa é menor do que a dívida, se já tentou vender e não deu e se ficar como está é impossível, o que fazer?
Uma possibilidade talvez seja tentar negociar com o banco atual, ameaçando deixar a casa ir a foreclosure, que seria bem pior para o banco, especialmente a “second mortgage” no caso de haverem duas. Até hoje, raramente se viu casos de renegociação a favor do consumidor sem envolver um refinanciamento completo por outro banco ou companhia de mortgage. Não custa tentar. Os tempos estão mudando rapidamente e novas soluções aparecem e desaparecem diariamente.
Continuaremos de antenas ligadas e a cada nova informação tentaremos mantê-lo o mais bem informado possível.
GRÁTIS - “Understanding Real Estate” by Dr. Mortgage para os primeiros 10 leitores que nos contatarem via e-mail (calldrmortgage@gmail.com). Já enviamos os livros a todos que nos escreveram na semana passada. Antes de qualquer tomada de decisão, consulte profissionais do ramo que sejam de sua inteira confiança.
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