Em algumas famílias, os pais só descobrem que seus filhos estão envolvidos com drogas depois de um ou dois anos. Para evitar esse tipo de situação, a prevenção deve começar cedo. Diálogo e envolvimento na vida das crianças e dos jovens é o primeiro passo para afastá-los das más companhias e da dependência química.
Números do Vício
Apesar dos riscos bem-conhecidos, as pessoas continuam a abusar de drogas, e esse abuso continua a destruir vidas. Esse vício custa aos Estados Unidos uns 100 bilhões de dólares por ano em serviços de saúde, perdas na produtividade do trabalho, ganhos perdidos e crime. Mas talvez sejam os jovens — praticamente crianças — que pagam o preço mais alto. Nos Estados Unidos, embora o uso de drogas por parte de adolescentes possa ter diminuído um pouco nos últimos anos, o número de jovens viciados é alarmante. De acordo com um estudo com alunos do último ano da high school, 37% haviam pelo menos experimentado maconha no ano anterior. Um dentre 5 havia usado no mês anterior. Quase 1 dentre 10 havia experimentado a droga ecstasy no ano anterior. Mais de 6% tinham experimentado LSD.
Diálogo e Prevenção
É necessário evidenciar os prejuízos que as drogas provocam. Quanto mais se conhece um problema, mais condições se tem de enfrentá-lo, por isso, os pais devem informar-se sobre as substâncias mais usadas pelos jovens para que possam conversar abertamente sobre o tema. Exponha os prejuízos do uso de drogas, conte casos de pessoas que sofreram as consequências, ressalte que ele não deve experimentar por influência dos outros. No entanto, quando o filho já se envolveu com drogas, é importante partir para a prevenção secundária, isto é, impedir o progresso do uso de drogas e tratar suas complicações. Nessa fase, é preciso buscar ajuda de pessoas especialmente preparadas, como psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, integrantes ativos de grupos anônimos de mútua ajuda, como Narcóticos Anônimos e Alcoólatras Anônimos.
Sinais de Perigo
Os pais podem perceber sinais que indicam a tendência de que seus filhos estão consumindo drogas. As mudanças repentinas no modo de agir dos filhos devem despertar a atenção dos pais.
Não se pode esquecer que alguns destes comportamentos são próprios da adolescência! Entretanto, deve-se ficar atento se forem observadas estas mudanças:
• Trocar de amigos. • Adotar novas maneiras de comportar-se e de falar. • Não levar os novos amigos para casa. • Mudar a maneira de vestir e o tipo de música. • Afastar-se da família e dos velhos amigos. • Mudar o horário de chegar em casa. • Perder o interesse do que fazia antes. • Mudar a personalidade (irritado, indiferente, apático). • Cair seu rendimento escolar. • Dormir muito ou quase nada. • Pouco interesse pelos estudos e passatempos sadios. • Tornar-se mentiroso, evasivo e manipulador. • Se, entre os pertences ou roupas do adolescente, aparecem pastilhas, resíduos de folhas, sementes, papel para fazer cigarros de maconha ou cachimbos para fumar. • Odor de incenso ou outra fragrância para despistar. • Olhos avermelhados, pupilas dilatadas (menina dos olhos). • Risadas sem causas aparentes. • Comportamento agitado. • Apatia, desencanto, desânimo, desassossego. • Tosse intensa. • Esquecimentos, falta de atenção e concentração. • Furto de dinheiro e objetos em casa. • Posse de muito dinheiro e objetos caros (Origem duvidosa). • Dificuldade para falar, balbuciar. • Mania de perseguição. • Isolamento. • Falta ou Excesso de apetite • Náuseas, Vômitos, Diarréia, Tremores • Descobrir em tempo o consumo de drogas pode evitar que o jovem caia num abismo, do qual talvez nunca possa sair.
Como agir se descobrir que seu filho está usando drogas?
Uma intervenção dos pais na hora certa e da maneira adequada pode evitar que seus filhos se tornem usuários, porém também uma intervenção pode empurrá-los ainda mais para as drogas.
Se você comprovar que seu filho usa drogas, o melhor é:
• Enfrentar o problema e não o negar. • Controlar sua raiva e ressentimentos. • Não agredir seu filho nem por palavras (maconheiro, vagabundo, marginal, inútil) nem por ações. • Dialogar com ele abertamente sobre como chegou a isso. Não se violente por nenhum tipo de resposta que seu filho lhe dê. • Demonstrar claramente seu desejo de ajudá-lo a sair do problema e que o problema é dos dois. Manter um clima de afeto e compreensão mas sem transigir com as drogas. • Procurar orientação e ajuda especializada em tratamento de drogas.
Fontes: ONG Brasil Sem Grades e www.adroga.casadia.org