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6/20/2007 - 14:21

Imigrantes marcham até a Casa Branca para pedir reforma migratória


Fonte: Último Segundo/AFP

Empurrando carrinhos de bebê vazios simbolizando a separação de famílias, cerca de 2 mil pessoas, a maioria imigrantes, fizeram uma passeata nesta terça-feira até a Casa Branca para pedir uma reforma migratória e o fim das batidas e deportações de ilegais.



Sob um sol abrasador e temperaturas de mais de 35 graus centígrados, os manifestantes caminharam levando cartazes com mensagens como "Somos a América. Reforma Migratória Ampla agora", enquanto as crianças usavam camisetas onde se lia "somos todos filhos de Deus".

Um após o outro, vários imigrantes falaram nos microfones instalados em frente à Casa Branca, contando suas histórias e descrevendo as conseqüências familiares das operações da polícia federal.

"Meu filho se foi com sua mãe deportada", disse com voz embargada Tony Welsky, polonês que há 18 anos vive nos Estados Unidos. Sua esposa residiu por 15 anos no país, contou.

O pastor Curt Fuller e sua mulher Louise são americanos. Vivem em San Diego, Califórnia, e viajaram a Washington para apoiar os pedidos por uma reforma que regularize a situação dos cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais que moram no país.

A imigração "ajuda o país, faz mais forte este país", disseram à AFP.

A jornada começou mais cedo com missa em uma Igreja Metodista Africana, à qual compareceu o senador democrata Edward Kennedy, um dos principais defensores do projeto de reforma migratória no Senado.

Este "é um tema que envolve todas as religiões, é sobre fé e sobre quem somos", disse Kennedy às 1.500 pessoas que o aplaudiram de pé.

Andrés Duarte, 40 anos, e sua esposa Mônica, 38, moram nos Estados Unidos há 15 anos. Não têm documentos. A mulher espera em breve ser convocada pela justiça para um julgamento de deportação. Ela admitiu ter entrado no país portando documentos falsos para ela e para dois de seus quatro filhos.

O projeto de reforma que corre no Senado prevê a criação de um sistema de regularização para imigrantes ilegais baseado em méritos, além do pagamento de altas multas e o aprendizado obrigatório da língua inglesa. Também cria um programa de permissões temporárias para trabalhadores imigrantes.

O Senado deve retomar o debate do projeto nesta sexta-feira.
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