Há algumas décadas, quando os jovens americanos queriam protestar ou transgredir em algum ato, o máximo que faziam era deixar o cabelo crescer, sair de casa e ir morar numa comunidade hippie qualquer para poder fumar maconha à vontade sem ser recriminado pela sociedade “normal”.
Porém, os tempos mudaram e desde que os alucinados Eric Harris e Dilan Klebold, mataram 13 pessoas e se mataram depois do ataque à Columbine High School no Colorado, em 20 de abril de 1999, a prática dos massacres em escolas e instituições de ensino se tornou uma constante nos Estados Unidos.
Por mais que tentem achar explicações e razões para tantos assassinatos, as autoridades não conseguem tê-las, mesmo se dedicando com afinco ao assunto. O ponto culminante destas tragédias aconteceu em abril deste ano, na Virginia Tech University onde o estudante de origem sul coreana matou 30 pessoas e depois se suicidou.
A América perplexa e abalada assistiu dias depois vídeos que foram veiculados na televisão, onde Cho Seung-hui destilava o seu ódio e rancor contra o sistema estabelecido. Durantes muitos meses, os tiros dados por ele ecoaram nas mentes dos que presenciaram o massacre brutal e sem explicação aparente. Este episódio mostrou como é relativamente fácil comprar armas em muitos estados americanos que têm uma legislação frouxa e liberal, principalmente no que diz respeito ao direito do cidadão de ter uma arma no seu nome.
Antes disto em outubro de 2006, Charles Carl Roberts então com 32 anos, assassinou cinco meninas numa escola rural dos amish – povo pacato e que vive de forma simplória no interior do Estado da Pennsylvania. Dizendo estar “cheio de ódio contra si mesmo e contra Deus”, Roberts se matou depois do massacre, e a sua história revelou que fora abusado sexualmente na sua infância.
No último final de semana, novamente um outro caso semelhante aconteceu no Colorado, onde Matthew Murray, de 24 anos, atirou e matou quatro pessoas em dois centros de ensino religioso. Novamente as razões são as mesmas de sempre. Ódio contra o sistema e contra pessoas que deturparam e corromperam a mente dos assassinos, sem que se desse conta do grau de comprometimento e insanidade de cada um deles.
Os detalhes revelados após as tragédias mostram uma frieza impressionante no preparo e organização dos ataques. Por mais que as autoridades queiram estar em cima dos fatos, estão sempre dois passos atrás e nada podem fazer para impedir tais massacres. Principalmente porque os assassinos agem na maioria das vezes sozinhos ou em cumplicidade uns com os outros como foi o caso de Eric Harris e Dilan Klebold. Que há uma cultura de violência na sociedade americana é inegável e evidente, pois, tanto filmes, como literatura e os jogos eletrônicos e de estratégia têm no seu conteúdo um grau de violência assustador.
Há também o fator de fragmentação familiar que deixa jovens à deriva e sem a orientação devida, entregues à própria sorte. Sem contar que se por um lado a sociedade americana é liberal ao extremo, por outro é repressora e impõe pesadas regras, numa contradição que costuma confundir quem não a conhece a fundo.
Como identificar e parar uma mente doentia e com planos macabros? Por mais que busquem respostas, as autoridades não as têm. Uma solução seria banir todo tipo de violência frontal ou sugerida em qualquer tipo de diversão. Mas isto iria contra os princípios de liberdade pregados pela constituição americana, e que provocaria a gritaria de parte da população.
Enquanto não se acham os caminhos para coibir definitivamente tais tragédias, só resta aos Estados Unidos se perguntar onde acontecerá o próximo massacre e quantas pessoas morrerão. Este é o preço – caro – que se paga pelo liberalismo e tolerância com a violência em todos os níveis, que infelizmente é protagonizado por jovens que antigamente transgrediam fumando maconha e bebendo escondido dos seus pais.
E ai,Sr Wilson,algum comentario a respeito,mas tem um problema,aqui nao sao mencionados os termos, "desclassificados","apatriados","oriundos de um sistema de pais tupiniquim".E agora?????
Wilson - Brasil 12/14/2007 11:56:08 AM
Marcelo,entendo que fatos como esses a princípio confundem as mentes de alguns pois em tese em países desenvolvidos não haveria de ocorrer ocorrências desta natureza.Entretanto,basta procurarmos entender as causas possíveis e entenderemos os efeitos.Uma criança não nasce um psicopata.O que nós somos é o reflexo do que observamos à nossa volta.Talvez isso explique o motivo de se encontrar muitas pessoas vivendo em condições bastante precárias somente com o suficiente para sobreviverem e ainda assim se julgarem felizes.Uma pesquisa recente apontou que o sertanejo nordestino é o povo mais feliz do Brasil.A medida que nós vamos recebendo uma carga cada vêz maior de conhecimentos e experiências novas com coisas ou pessoas nós vamos mudando a forma de ver a vida e por conseguinte das relações interpessoais.Algumas pessoas tem a capacidade de lutar contra esse "sistema" de forma racional,mas outras são mais fracas e por saberem disso apelam para medidas extremas.Se vc observar verá que a esmagadora maioria que cometem esses assassinatos em massa são jovens.Isso porque os jovens começam a entender o sistema mas devido a sua rebeldia e a vontade de conserta-lo ele não o aceita.Eu diria que são os "novos Hippies".Em toda parte há jovens assim.Lembra-se daquele estudante de medicina que metralhou o público num cinema de SP?Mas não confundamos desvios de conduta de origem psicologica ou ideologica com a criminalidade em sí.O que ocorre no Brasil de uma forma geral é fruto da impunidade das leis que por sua vez é fruto do sistema brasileiro em particular,que o povo está de acordo em continuar.Espero ter ajudado.
Priscila - Joinville-SC 12/14/2007 2:28:36 PM
Parabéns pelo comentário Sr.Wilson.Aquele do Canadá também foi ótimo.Bjs...
Rodrigo - Marietta 12/24/2007 5:42:47 AM
Priscila, sabe qual a semelhanca entre voce e o Wilson-Brasil? Os dois moram no Brasil e portanto sao recalcados e frustrados porque nao conseguiram ir para os EUA. Dai a revolta e o senso critico para quem consegui ir.
Faca-me um favor: cresca e depois apareca. Se nao bastasse um idiota recalcado criticando os brasileiros que foram para os EUA, agora aparece uma admiradora aos comentarios sempre criticos e geralmente plagiados do ridiculo do Wilson-Brasil. Francamente, cada um que aparece................
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