Leis contra indocumentados afetam todos os imigrantes
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
As leis que autorizam a polícia a assumir funções do serviço de imigração não distinguem indocumentados de residentes permanentes, o que faz com que pessoas que estão nos EUA regularmente corram o risco de enfrentar situações constrangedores pelo simples fato de serem imigrantes.
No Estado do Arkansas, onde se multiplicaram as batidas policiais em busca de ilegais, desde que foram aprovadas leis que permitem à polícia combater os indocumentados, “é perigoso ser hispano”.
A própria polícia admite que alguns residentes legais podem ser detidos para que seja feita a averiguação de seus antecedentes. “Nestas investigações, pessoas inocentes serão envolvidas”, reconheceu o chefe de polícia do condado de Washington, Tim Helder. “Se em um lugar houver 19 pessoas, vamos investigar todas. Mesmo quem não estiver cometendo infração alguma será investigado”, explicou.
A população latina do Arkansas aumentou bastante nos últimos tempos. Atualmente, há aproximadamente 141.000 imigrantes provenientes das Américas do Sul e Latina. A maioria vive no noroeste do Estado, onde se encontram as sedes do Wal-Mart, Tyson Foods e a empresa de transportes J.B. Hunt Transport Services – firmas que empregam grande número de estrangeiros. “São bons trabalhadores, mas, como qualquer outro grupo, há gente boa e gente má”, disse o chefe de polícia do condado de Benton, Keith Ferguson.
As cidades de Rogers e Springdale, e os condados de Benton e Washington inscreveram 19 agentes em um programa de treinamento com funcionários da imigração. No condado de Washington foram feitas mais de 70 prisões desde que começou a operar uma força tarefa dedicada a detectar indocumentados, em janeiro. Nesse mesmo mês, mais de 100 indocumentados foram detidos em Benton.
Para muitos líderes imigrantes, essas forças-tarefas exageram em suas propostas. “A idéia é prender quem comete delitos sérios, mas ultimamente temos visto prisões arbitrárias, que não excluem residentes permanentes, nem pessoas com autorização de trabalho. É um absurdo”, destacou um líder comunitário da região.