Fonte: Agência BR NEWS Juliana Melo
A paz de Tânia Maria Vicentini acabou no dia em que sua filha Carla desapareceu na cidade de Newark (NJ). Um ano e três meses depois do incidente, ela faz um apelo à comunidade: “não deixem o caso de minha filha cair no esquecimento”.
Sem notícias nem pistas sobre o paradeiro da jovem, a família Vicentini vive meses de aflição. “Não sabemos mais o que fazer. Essa falta de notícias mata aos poucos”, desabafa. “É uma sensação de impotência muito grande estar no Brasil e não saber o que está se passando nos Estados Unidos. Não posso ligar pra Polícia porque não falo inglês e os e-mails que envio perguntando sobre as investigações nem sempre são respondidos”, completa.
Na esperança de encontrar sua filha, Tânia tomou a decisão de continuar as buscas por conta própria, divulgando seu e-mail para que qualquer pessoa conte o que sabe sobre Carla e seu desaparecimento. “Qualquer informação, por mais insignificante que pareça, é valiosa”, diz.
A estratégia de Tânia é simples: ela acredita que algumas pessoas têm pistas de Carla, mas não entraram em contato com a polícia por medo. “Tanto o outdoor, quanto os cartazes sobre o desaparecimento tinham o telefone de contato da polícia e do detetive que também é ligado à polícia. Há pouco tempo uma pessoa me alertou que alguns brasileiros têm medo de entrar em contato com as autoridades, porque vivem ilegalmente nos Estados Unidos.
Minha esperança é que existam pessoas que tenham algo a falar e que não apareceram até agora porque não quiseram recorrer à polícia americana. É a essas pessoas que peço: por favor, ajudem a encontrar minha filha”, pede.
Sem pistas
A atitude da mãe de Carla Vicentini é um gesto desesperado em meio ao silêncio das autoridades. Há pelo menos três meses a família Vicentini não recebe nenhum telefonema ou e-mail da Polícia ou do FBI. “É um silêncio de morte”, lamenta. “Ninguém fala nada. Sinto um medo desesperador do caso cair no esquecimento, pois se isso acontecer, sei que vamos ter que nos conformar com o desaparecimento”.
Com o coração apertado, ela diz que gostaria que as investigações fossem retomadas e que o caso ganhasse mais atenção das autoridades. “Não quero que o caso Carla caia nas estatísticas, pois é minha família, é tudo o que eu mais prezo. Entendo que essa dor infinita é nossa, mas gostaria que as autoridades se colocassem no nosso lugar e entendessem que não podemos parar com as investigações. Isso aconteceu comigo, mas poderia ter acontecido com eles ou com qualquer outra pessoa”, reclama. “Queremos respostas e é por isso que estou apelando à comunidade, pois não tenho a quem recorrer”.
Apesar da polícia norte-americana dizer que checou tudo o que era possível, Tânia considera que há falhas na investigação. “Na minha opinião, eles tinham que ter pesquisado melhor duas pessoas que viviam nos EUA, mas que conheceram Carla no Brasil: o senhor Fernandes, que alugou o apartamento onde ela morava, e um ex-namorado dela que morava em Boston à época do desaparecimento”.
Ela conta que logo que Carla sumiu, esse ex-namorado se apresentou à polícia para informar onde estava na noite do desaparecimento, a fim de evitar problemas futuros. Depois disso, não foi investigado. “Não estou acusando ninguém, mas acho que a polícia deveria ter investigado mais esse rapaz, ido à casa dele, conversado com os vizinhos”, opina.
O jovem teria tido um relacionamento bastante conturbado com Carla durante cinco anos. Segundo a mãe da garota, ele era muito agressivo e teve até passagens pela polícia por causa de brigas. “Infelizmente, depois de se apresentar ele não foi mais encontrado, pois não tinha residência fixa, nem telefone. Não quero cometer injustiça, mas acho que a polícia deveria ter investigado mais essas pessoas”, completa.
Carla foi vista pela última vez na madrugada de 10 de fevereiro do ano passado, no Adega Bar & Grill, em Newark (NJ). Ela estava acompanhada de um desconhecido. A jovem possui a tatuagem de um tigre no abdômen e a figura de um anjo nas costas.
Mais informações sobre o desaparecimento podem ser encontradas no site: http://www.freewebs.com/carlavicente. Quem tiver informações e puder ajudar Tânia a encontrar sua filha deve escrever para: taniavicentini@hotmail.com