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5/9/2008 - 15:37

Marcha pela Anistia


Fonte: Agência BR NEWS

Da redação com agências

No dia 1º de maio, imigrantes saíram às ruas para pedir uma reforma migratória ampla e denunciar as operações de caça aos indocumentados. Os pré-candidatos democratas reafirmaram o compromisso de rever as leis de imigração, caso sejam eleitos.



Grupos pró-imigrantes marcharam na quinta-feira, 1º de maio, em diversas cidades dos Estados Unidos para pedir uma reforma migratória ampla e denunciar as operações de caça aos indocumentados. Os atos enfatizaram a necessidade de legalizar os 12 milhões de ilegais que vivem no país.

Ativistas consideraram que as manifestações foram relevantes, apesar de contarem com um número bastante inferior ao registrado em 1o. de maio de 2006, quando um milhão de pessoas saíram às ruas.

Para grupos pró-imigrantes, além de reavivar o debate sobre a reforma da lei de imigração, os protestos concentraram-se na conscientização do papel político dos imigrantes e na criação de uma agenda de ações, destinada ao próximo presidente.

"O objetivo principal é dizer aos candidatos à presidência que o tema da reforma migratória deve ser discutido com força e clareza em suas campanhas políticas, para alcançar a comunidade hispânica e resolver a situação de 12 milhões de trabalhadores clandestinos", explicou Javier Rodriguez, presidente da Coalizão 25 de Março.

“O mais importante é que voltamos às ruas, que fizemos escutarem nossa voz, a voz forte de milhares de indocumentados que necessitam sair das sombras”, disse.
Segundo ele, a data marca o primeiro passo de uma estratégia que será desenvolvida até o próximo ano, com o objetivo de aprovar leis favoráveis aos imigrantes.

Muitos dos manifestantes gritavam “somos imigrantes, não terroristas”. À frente da multidão, em Los Angeles, um grupo segurou dezenas de carrinhos de bebês para simbolizar os milhares de pais que foram deportados ou enfrentam risco de deportação.

Angélica Salas, diretora da Coalizão para os Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA), enfatizou a importância dos imigrantes envolverem-se em ações desse tipo. “Temos uma grande oportunidade de fazer com que o tema da imigração se mantenha como uma prioridade neste país e isso não vai ocorrer se nós ficarmos em casa, se deixarmos de marchar”.

Entre os muitos cartazes empunhados pelos manifestantes, destacou-se um dedicado aos aspirantes democratas à Casa Branca, Barack Obama e Hillary Clinton, com a seguinte frase: “o futuro se faz com decisões e uma boa decisão é legalizar todos os imigrantes”.

Em Washington D.C., grupos de defesa dos imigrantes ilegais e organizações de defesa da justiça social exigiram que o condado de Prince Willian, no norte da Virginia, anule uma medida contra os indocumentados. Eles também pediram que se coloquem fim às prisões e deportações, e que se estabeleçam centros de trabalhadores em Washington, Maryland e Virginia.


Obama e Hillary reafirmam compromisso com imigrantes

Os pré-candidatos democratas reafirmaram na quinta-feira, 1º, sua intenção de rever as leis de imigração, caso sejam eleitos.

O pré-candidato democrata à presidência Barack Obama disse que tentará mudar as leis migratórias se chegar à Casa Branca, e pediu aos imigrantes que votem. "Dois anos depois (das várias manifestações a favor de uma reforma migratória nos Estados Unidos), os políticos continuam divididos e o desafio continua sem uma solução", afirmou Obama, em um comunicado divulgado por seu comando de campanha.

"No aniversário dessas marchas, quero mais uma vez expressar meu compromisso com a reforma migratória integral e dizer que farei tudo que puder para trazer ordem e compaixão a um sistema que hoje já está ultrapassado", disse.

"Nosso problema da imigração continua sem ser resolvido, e aqueles que querem a mudança terão que votar pela mudança em novembro. Por isso, hoje eu convido aqueles que marcham pela mudança a trabalhar registrando votos nos meses que virão. Seu voto é sua decisão", concluiu Obama, senador pelo estado de Illinois.

Sua rival na batalha democrata, a ex-primeira-dama e senadora por Nova York, Hillary Clinton, emitiu um comunicado semelhante, reiterando seu compromisso com a reforma migratória. "Estou comprometida a trabalhar com o Congresso para apresentar um projeto de lei de reforma ampla de imigração ainda nos primeiros 100 dias de minha administração", declarou.

"Creio que a reforma deve incluir, como elementos essenciais, o fortalecimento de nossa segurança fronteiriça, maior cooperação com os países vizinhos, uma aplicação estrita, porém justa, de nossas leis, e a assistência federal para nossos governos estatais e locais", considerou Hillary.

O candidato republicano John McCain não se manifestou sobre o tema.
O 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho, não é celebrado nos Estados Unidos. No entanto, a data se tornou sinônimo de luta para os imigrantes, depois que mais de um milhão de pessoas participaram de manifestações pedindo reformas dois anos atrás em todo o país.
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