Polícia verifica status migratório apenas das pessoas que cometeram delitos, mas população imigrante está receosa.
Uma lei que prevê a verificação do status migratório de todas as pessoas que forem presas por terem cometido algum delito vem assustando os moradores de New Jersey. Apesar da polícia deixar claro que não cometerá arbitrariedades, nem questionará o status migratório indevidamente, muita gente teme ser parado numa batida policial e ser questionado sobre sua documentação.
Em agosto do ano passado, foi aprovada uma lei que estimula o trabalho coordenado da polícia, do Estado e das autoridades de imigração. A intenção é combater a violência, identificando os criminosos que estão com ordem de deportação expedida ou que vivem ilegalmente nos Estados Unidos. Por este motivo, o volume de verificações de status migratório no Estado aumentou consideravelmente, o que alarmou a população imigrante. No ano passado foram feitas 3.135 averiguações de antecedentes migratórios, e este ano (de 1o. de outubro até a terceira semana de fevereiro), a cifra já alcançou 6.023 solicitações.
Ainda que os números estejam na maioria dos jornais latinos e norte-americanos, as especialistas explicam que não há motivos para preocupações: isso só está acontecendo porque todas as pessoas presas por terem cometido delitos estão sendo checadas. Pela nova política, os policiais que prenderem uma pessoa por um delito grave, como dirigir embriagado, deverão perguntar por seu status legal. Se a pessoa for indocumentada, o policial deverá notificar de imediato o serviço de imigração.
Grupos defensores dos imigrantes advertem que essa política tem feito muitos imigrantes decidirem não reportar nenhum crime por medo de serem deportados, nem mesmo testemunhar em casos importantes. “Essa política tem que mudar, ou os imigrantes ficarão cada vez mais afastados da força policial, por temerem a deportação, apesar de serem trabalhadores e honestos. É um sistema cruel, que só gera medo, preocupação e atrapalha a vida de nossos conterrâneos”, declarou o ativista Jorge Monteiro.