Fonte: Agência BR NEWS Elisa Garibaldi
Muitas pessoas confundem o autismo com retardamento mental, dificuldade de aprendizagem ou problema de audição. Mas, na verdade, o autismo é uma incapacidade relativa ao desenvolvimento mental e tipicamente aparece nos três primeiros anos de vida. Como resultado de um transtorno neurológico, o cérebro é afetado nas áreas relacionadas com a interação social e habilidades de comunicação, sendo quatro vezes mais freqüente em meninos do que em meninas.
Os autistas geralmente têm deficiências na comunicação verbal e não-verbal, não interagindo socialmente. Eles podem ter movimentos repetitivos do corpo – como balançar as mãos, apego a certos objetos e resistência a qualquer mudança na rotina. Sorriso e riso inapropriados, dificuldade em expressar suas necessidades tendo que usar sinais, não gostar de ser abraçado, aparentar que é surdo e não ter medo do perigo também podem ser sinais de autismo.
Nos Estados Unidos estima-se que cerca de 1,5 milhão de pessoas sofram alguma forma de autismo e esses casos também estão na comunidade brasileira. O diagnóstico deve considerar as outras condições médicas da pessoa e, por ser tão específico e difícil, deve ser feito por profissionais treinados e experientes no assunto.
Mas e o que fazer se o seu filho for diagnosticado com autismo? Primeiro é preciso entender a importância de estar bem informado sobre a doença e procurar o apoio em grupos de pais de portadores de autismo. Além de ter o acompanhamento médico especializado, procure trabalhar em conjunto com outros profissionais, como terapeutas e a equipe da escola, e de todas as pessoas que estão envolvidas nos cuidados com o autista. A educação, por exemplo, é a peça-chave no mundo dinâmico do autismo e é preciso um programa de ensino individualizado.
A saúde também requer cuidados especiais já que os autistas estão predispostos a desenvolverem infecções de ouvidos e, por tomar antibióticos, correm o risco de terem fungos e aumentar o número de bactérias “não boas” nos intestinos. Tudo isso exige tratamento. O lado nutricional também pode ser afetado com a deficiência em vitaminas, sais minerais e outros elementos. Também é sugerida uma dieta livre de glúten e caseína. Essas crianças devem, ainda, fazer exames regulares para verificar o índice de mercúrio no organismo já que tem sido observado o aumento de casos dessas crianças contaminadas por essa substância.
O comportamento de um autista continua sendo um desafio e não existe um tratamento 100%. Mas existem vários métodos que podem ajudar. E vale ressaltar que o “expert” sobre o seu filho é você e, por isso, a sua participação é fundamental no acompanhamento dele.