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2/8/2008 - 9:3

Morte durante lipoaspiração: médico brasileiro será julgado em abril


Fonte: Agência BR NEWS

Da redação com agências

Um ano e meio depois do incidente, justiça norte-americana marca julgamento do responsável pela morte de Fabíola de Paula.



Luiz Carlos Ribeiro, médico brasileiro acusado de homicídio culposo pela morte de uma imigrante do Brasil nos EUA será julgado em abril. Na quarta-feira, 30 de janeiro, ele pleiteou admissão de culpa, mas a juíza se recusou a aceitar acordo e marcou julgamento depois que ele disse que a morte não poderia ter sido evitada.

Ribeiro, de 51 anos, admitiu culpa por homicídio involuntário no caso que expôs o submundo da indústria das cirurgias cosméticas realizadas em imigrantes brasileiros no Estado de Massachusetts. O promotor disse que o médico realizou a cirurgia sem autorização, em uma cama de massagem sem condições sanitárias e sem oxigênio de emergência no local.

Ribeiro contradisse o relato do promotor, insistindo que tinha uma área cirúrgica esterilizada e equipamentos para ressuscitação de emergência quando fez a cirurgia de remoção de gordura em Fabíola de Paula no porão de um condomínio na cidade de Framingham, em julho de 2006. A brasileira de 24 anos morreu em decorrência de complicações da cirurgia, incluindo embolia pulmonar causada por partículas de gordura em seus pulmões. Ribeiro diz que nada que tivesse feito poderia ter salvado a jovem. "A morte de Fabíola foi repentina. Não tive chance de fazer nada", disse.

Promotores disseram que Ribeiro realizava lipoaspiração, operação de nariz e injeções de botox há vários anos na região, a maioria para a grande população de imigrantes brasileiros. Segundo eles, se o procedimento tivesse sido realizado em um hospital, a morte poderia ter sido evitada. A juíza Wendie Gershengorn se recusou a aceitar a admissão de culpa e marcou o julgamento para começar dia 3 de abril.

Em setembro, a mulher de Ribeiro, Ana Maria Miranda Ribeiro, foi sentenciada a um ano de prisão quando admitiu culpa pelo homicídio e reconheceu que trabalhou como enfermeira para seu marido. Luiz Ribeiro era médico no Brasil, mas nem ele nem sua mulher tinham autorização para praticar a profissão nos Estados Unidos.
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