NJ: exame de HIV poderá ser obrigatório para grávidas e recém-nascidos
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
O Estado de New Jersey poderá se tornar o primeiro do país a exigir que mulheres grávidas e recém-nascidos se submetam ao teste de HIV. A proposta, apresentada pelo presidente do Senado estadual Richard J. Codey, destaca que o diagnóstico precoce da doença pode salvar muitas vidas, uma vez que existem vários tratamentos disponíveis para minimizar os efeitos da infecção e melhorar a qualidade de vida dos soropositivos.
Atualmente, apenas os estados de Arkansas, Michigan, Tennessee e Texas, obrigam as instituições de saúde a realizarem o exame de HIV nas mães. Elas só estão dispensadas do teste se apresentarem ao hospital ou clínica uma recusa formal, por escrito. Os únicos estados que prevêem exame obrigatório para recém-nascidos são Connecticut e Nova York. Se a lei for aprovada, todas as mulheres deverão fazer o teste ao descobrir que estão grávidas e, posteriormente, no terceiro trimestre da gestação. Nos bebês, o teste integrará os exames de rotina realizados nas maternidades logo após o parto.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças diz que o diagnóstico precoce pode prevenir muitas mulheres infectadas de transmitir o vírus para seus filhos.
Apesar disso, o Centro para Estudos da Política das Mulheres, uma organização feminista sediada em Washington, D.C., manifestou-se contrária ao projeto de New Jersey. Leslie Wolfe, presidente, alega que a determinação viola o direito das mulheres de tomar suas decisões em relação à gravidez e aos tratamentos médicos. “O papel do governo é orientar, oferecer educação preventiva e solicitar que médicos conversem sobre o HIV com suas pacientes”, afirmou. A decisão de submeter-se ao exame, diz Leslie, é particular de cada mulher.
Entre os dados favoráveis ao projeto do senador está o fato de que o tratamento de soropositivas durante a gravidez reduz a 2% a chance de transmissão da mãe para o bebê. Além disso, New Jersey está entre os estados com maior número de casos de HIV, com aproximadamente 17.700 registros, sendo 5.800 mulheres. Em relação a crianças infectadas, NJ está atrás apenas de Nova York e da Flórida.
Governo quer melhorar atendimento médico
O governo de New Jersey pretende melhorar o atendimento médico prestado às minorias, como negros, pobres e imigrantes. O plano prevê, entre outras coisas, uma parceria com a Associação de Hospitais de New Jersey a fim de ajudar cerca de 900.000 residentes do estado que falam pouco ou nada de inglês, através de um programa piloto que treinará profissionais da área médica, para que atuem como intérpretes, facilitando a comunicação dos pacientes com médicos. Dessa forma, os estrangeiros poderão falar sobre seus sintomas, compreender o diagnóstico e entender as doses de medicamentos e cuidados que deverão seguir.
Essa medida está sendo tomada porque as minorias residentes em NJ têm os índices mais altos de doenças do coração, obesidade, diabetes, mortalidade infantil e câncer. Devido à falta de acesso aos serviços de saúde, muitos não procuram tratamento e têm seu quadro agravado.