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3/20/2008 - 17:42

Nova crise divide a Bramas em Framingham


Fonte: Agência BR NEWS

Novamente, a Bramas – Brazilian American Association, sediada em Framingham, Massachusetts, se vê envolvida em mais uma crise que desta vez tem contornos drámaticos e parece ter chegado definitivamente ao fim.



No dia 19 de fevereiro passado, havia uma reunião marcada para a entrada de novos membros na diretoria e apreciação da locação das salas excedentes. O presidente eleito e no exercício do cargo, Frank Kavanagh, cancelou a reunião e, mesmo assim, à revelia os diretores Charlene Cabral, Bill Robinson e Dennis Prefontaine – nenhum deles é brasileiro – resolveram por conta própria fazer a reunião e afastaram o presidente Frank Kavanagh. A decisão do grupo foi comunicada aos diretores José Natal e Roberto da Silva por e-mail.
Além disto, e sem nenhum motivo aparentemente legal, o grupo solicitou junto às autoridades que Frank Kavanagh fosse impedido de entrar na sede da Bramas.

Desde então, o que aconteceu foi uma série de desencontros e falta de informação adequada que justificasse o afastamento do presidente. No entanto, informações dão conta de que o motivo preponderante que contribuiu para que Frank Kavanagh fosse demitido foi a divergência quanto ao aluguel de uma das salas para uma loja de roupas usadas, visto que há algumas salas vazias no espaço ocupado atualmente pela Bramas.

Charlene Cabral que é advogada e também locatária de uma das salas que lhe foi passada, onde funciona o seu escritório na sede da Bramas, se sentiu contrariada e junto com Robinson e Prefontaine agiram para impedir o presidente de continuar o seu mandato, visto que ele era contra que a sala fosse alugada para uma empresa que tem fins totalmente diferenciados da entidade.

Por ocasião do aluguel e da mudança da Bramas para o atual endereço, a diretoria foi alertada e advertida para o risco de locar as salas excedentes para terceiros por causa de um eventual conflito de interesses que poderia trazer prejuízo para a Bramas, mas as recomendações foram ignoradas e agora acontece o pior, com uma crise sem precedentes que culminou com mais um fato lamentável ocorrido na sexta-feira, 14.

Ilma Paixão, fundadora, ex-presidente da Bramas e atual embaixadora da entidade nomeada oficialmente por indicação e aprovação da diretoria, compareceu para uma reunião marcada há 40 dias com autoridades brasileiras que visa a implantação de um curso supletivo para a comunidade brasileira que vive nos Estados Unidos.

Ilma, que é mentora e maior incentivadora do projeto, foi solicitada por Charlene Cabral para se retirar da reunião, pois era pessoa estranha à reunião, visto não fazer parte da diretoria da Bramas e, portanto, não devia estar ali. Ilma recusou-se a sair e por conta disto, Cabral acionou a polícia que prendeu Ilma e a levou algemada para a estação de polícia em Framingham, sob alegação de que estava em propriedade particular sem convite para tal.

Por causa disto, os projetos capitaneados pela Bramas para benefício da comunidade brasileira estão parados e prejudicados e sem nenhuma expectativa de serem colocados em prática num curto espaço de tempo.

Não se conhece as idéias e as intenções de Charlene Cabral e de seus pares, mas teme-se pelo futuro da Bramas, que depois de ter superado outras crises, vê-se em outra de proporções gigantescas que engole de vez uma associação que foi criada para servir à comunidade, mas que tende a desaparecer por causa de uma aparente briga de egos e interesses pessoais pouco claros. A comunidade, carente em todos os aspectos, é quem sofre com estas brigas e desentendimentos, pois mais uma vez fica sem quem defenda os seus poucos direitos.

Este fato mostra o quanto há de despreparo e ingenuidade na liderança brasileira, que se deixa apanhar em armadilhas que se tornam escândalos e provocam cada vez mais o distanciamento do trabalhador destas entidades que em tese deveriam favorecê-lo.

Não é a primeira crise grave pela qual a Bramas passa, mas é a pior delas, e que compromete, definitivamente, o seu futuro.
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