Fonte: Agência BR NEWS Mario Damião (Dr. Mortgage)
Nos últimos anos, compradores tinham que fazer ofertas acima do preço pedido pelos vendedores e, ainda assim, tinham que torcer para que suas ofertas fossem aceitas. As coisas mudaram, e como mudaram. Hoje, temos o “reverso da moeda”.
Vendedores fazendo de tudo para passar suas casas adiante e compradores esperando que os preços caiam ainda mais. E com certeza irão! O que não temos certeza é se as taxas de juros permanecerão baixíssimas como estão ou se irão disparar em direção aos céus.
É hora de comprar para quem está nas seguintes situações:
1. Trabalho estável - Com tantos rumores de recessão fica até difícil discernir os trabalhos constantes dos volúveis. Faça uma forcinha e chegue à sua própria e indiscutível conclusão. Estável ou não? Se a resposta for não, retire a palavra ‘comprar’ do seu vocabulário por um período. Se tivermos uma resposta positiva, leia os próximos parágrafos com atenção.
2. Comprar uma casa nem sempre é o mesmo que comprar uma residência - Para ter o “status” de residência é necessaria a intenção de habitar a mesma pessoalmente. Trata-se do teto sobre a sua cabeça, a proteção da sua família, lar doce lar, etc… Nesse caso, o mais importante não é saber se o preço vai cair ou subir. Essa decisão envolve dinheiro, mas não deve ser baseada em dinheiro. Lembre-se: sua intenção não é a de revender ou alugar o imóvel. Caindo o valor, só perde quem vende. Subindo, só ganha quem vende.
Quem vive na propriedade sem a intenção de vendê-la não ganha e nem perde a curto prazo. O importante é que a vizinhança te agrade, que a casa acomode bem as necessidades de sua família e, claro, que você possa pagar o “mortgage” confortavelmente. Lembre-se, também, que as melhores casas venderão mais rápido, e as piores é que cairão mais de preço.
No final, depois de todos os concertos, acabe-se por pagar mais pela ruim do que pela boa. Ás vezes, uma casa um pouco mais cara (hoje) com uma taxa de juros baixíssima na casa dos 5% a 6% (hoje) pode ter um pagamento mensal bem mais baixo do que uma casa mais barata (amanhã), com uma taxa de juros mais alta de 7% a 8% (amanhã).
3. Comprar um imóvel com a intenção de alugá-lo muda completamente o quadro descrito acima. É imprescindível que os aluguéis cubram o valor do pagamento mensal de “mortgage” e ainda sobre um pouco para manutenção e eventualidades. Apesar de não serem tão importantes quanto a “matemática dos aluguéis”, também é importante observar a qualidade e condição do imóvel, e a localização do mesmo. Você não quer ter uma propriedade e ter medo de ir receber o aluguel todos os meses?
Importante: Não tome nenhuma decisão sem antes consultar um profissional de sua inteira confiança. Comentários são sempre bem-vindos, via email: calldrmortgage@gmail.com ou via telefone: (973) 418-4621.