A situação de Renan Calheiros, presidente do Senado brasileiro atinge a cada novo dia, níveis insuportáveis e aquém do tolerável. As revistas semanais trazem a cada fim de semana novas – e velhas – denúncias contra Calheiros, que se apega com afinco à cadeira de presidente da casa, e não dá a menor demonstração de que irá embora.
Tudo começou quando as aventuras de alcova dele chegaram ao conhecimento da opinião pública, e até aí nada de mais. O problema é que quem custeava as despesas era um lobista de uma empresa que tem contratos com o governo e logo se suspeitou que o dinheiro tinha origem no superfaturamente de obras públicas, o que ganhou ares de escândalo.
Como é peculiar na política brasileira, Renan Calheiros colocou em ação a sua tropa de choque para defendê-lo das acusações e dos ataques da oposição, além de fazer muito barulho durante os trabalhos da comissão encarregada de investigar o caso. Logo, as denúncias foram se avolumando, e quando a primeira foi ao plenário do Senado, Renan Calheiros foi absolvido e soube-se depois que houve de fato interferência do governo do presidente Lula no sentido de salvar a pele e o pescoço de Renan da degola. Fazia parte do trato que Renan se licenciasse do cargo para que o Senado voltasse a normalidade, e pensava-se que dos escândalos, o menor.
Só que Calheiros não cumpriu a sua parte e partiu para chantagear tanto o governo, quanto os seus pares do Senado, que na visão dele, Renan, querem que ele vá embora, e por isso devem ser retaliados até onde der.
Só que desta vez, a tropa é outra. É de chantagistas e velhacos que buscam descobrir podres dos seus teóricos adversários para quem sabe tentar preservar o cargo de Renan Calheiros. Que o Senado brasileiro não é uma casa que prima por pudores éticos-morais todos nós sabemos, visto que o número de senadores processados por quase todos os tipos de crimes conhecidos não é pequeno, e em tese são poucos os de caráter ilibado que poderiam apontar o dedo para o atual presidente da casa sem se constranger ou se envergonhar.
Tal como Renan Calheiros e outras figuras que povoam tanto o governo, quanto a Câmara Federal, há parlamentares e autoridades que literalmente vivem o efeito Teflon – nada gruda ou pega neles, e mesmo com a imprensa denunciando e expondo as suas mazelas, eles continuam impolutos e fazem de conta que nada do que há de errado é com eles. Que muitas práticas empregadas na política no Brasil são perversas todos nós sabemos há décadas, e a história está para confirmar isto, mas o que é uma relativa novidade é o fato de se partir neste instante para a canalhice explícita sem que se faça nada para coibir o fato.
Renan Calheiros parece ter passado cola na cadeira, além de ter se acorrentado nela, para que ninguém o remova dali, e tem feito de tudo o que está ao seu alcance para permanecer. A grande questão é que aquilo que era um problema de polícia está se tornando um caso de polícia, enquanto que o Brasil a tudo observa sem que se tome nenhuma atitude. Que Renan não tem condições morais de continuar exercendo a presidência do Senado é notório, mas quem o mandará embora? Isolado e agressivo, o senador alagoano está cada vez mais acuado e por causa disto se torna mais áspero e intransigente, e não se sabe até onde ele levará tudo isto.
Se bem que, para que todos nós saibamos o que se passa nos bastidores da política brasileira, ele poderia cometer um ato nobre e revelar com provas todos os rolos e falcatruas dos seus pares e das autoridades. Seria um favor inestimável, e uma grande oportunidade de começarmos de novo com gente honesta e cujo idael fosse servir o povo com dignidade e honestidade absoluta.
Acho que o texto já diz tudo por sí.Só gostaria de lembrar que esses canalhas não foram colocados lá pelos Argentinos,Estadunidenses,Uruguaios ou outros estrangeiros.Eles foram eleitos pelo povo e portanto são a condensação,a nata do que realmente é 90% do povo brasileiro.Dessa porcentagem excluiremos as crianças que são vítimas inocentes do destino.Isso segundo uma pesquisa recente na qual ficou apurado que 67% dos adultos disseram que fariam a mesma coisa se estivessem lá.Portanto só acharíamos esses políticos honestos e dignos nos 10% restante mas esses nem se candidatam por medo de se contaminarem.
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