Fenômenos climáticos têm se sucedido com uma frequência cada vez maior nos últimos anos. Até o Brasil, que no passado era totalmente livre de tufões e terremotos, tem experimentado a força descomunal da natureza.
Todos os dias, o noticiário mundial traz a notícia de que em algum lugar no mundo há uma tragédia em curso provocada pelo aparente desequilíbrio causado pelo homem.
O que você diria se cientistas afirmassem que a Antártida está esquentando, e depois provam que esfria? Para demonstrar em seguida que plataformas inteiras de gelo se quebram além de afirmarem que a camada de gelo engrossa cada vez mais? Você certamente diria que eles estão doidos. Mas eles têm razão. A comunidade científica mundial tem voltado os seus olhos para a Antártida, pois é lá – segundo eles, que as transformações climáticas e ambientais acontecem primeiro.
Pois em meio a uma aparente confusão, meteorologistas e geólogos começam a concluir que as generalizações para entender o clima do continente estão equivocadas, e segundo eles, todas, apesar de contraditórias, têm seu fundo de verdade. De acordo com algumas pesquisas científicas e publicações, há regiões onde a temperatura aumentou, como na Península Antártica onde a elevação térmica foi de 2,5 graus Celsius nos últimos cinqüenta anos.
No interior, a temperatura caiu 1 grau nos últimos quinze anos. Afirmam os cientistas que essas variações térmicas são regionais e não continentais decorrentes do efeito estufa – fenômeno natural, existente na natureza, causado pela presença de determinados gases na atmosfera terrestre, que são chamados de gases de efeito estufa.
Com a mesma insolência com que o homem joga uma casca de banana ou uma lata de refrigerante pela janela do carro, achando que está se livrando da sujeira, a humanidade despeja na natureza todos os anos 30 bilhões de toneladas de lixo, que contamina, sobretudo, os recursos hídricos.
Se a terra fosse do tamanho de uma bola de futebol, a atmosfera teria a espessura do fio de uma lâmina de barbear. Essa estrutura delicada vem recebendo cargas de fumaça e gases venenosos num ritmo cada vez mais alucinante. Em um único dia, a humanidade, suas máquinas e equipamentos jogam na atmosfera mais gás carbônico que todos os seus antepassados em um século.
Com isto, espécies de peixes, animais, florestas e mares foram extintos ou definitivamente contaminados, provocando desequilíbrio na natureza. Apenas um terço das florestas que viram a chegada dos colonizadores europeus às Américas ainda está de pé.
Acostumado a catástrofes naturais o ecossistema certamente absorveria tais agressões, mas com uma população que sobrecarrega o solo, tanto quanto o mar e o ar. Agora chegou a hora de a natureza apresentar a sua conta – conta cara, dispendiosa e pelo que parece, jamais vai ser quitada. O efeito mais apocalíptico dessa fatura é o aquecimento global, cuja causa mais provável é a concentração na atmosfera de gases produzidos pela queima de gasolina, óleo e outros combustíveis por fábricas e veículos.
O acúmulo destes gases “aprisiona” o calor do sol e não deixa que ele escape para o espaço sideral, transformando a atmosfera numa verdadeira estufa. Durante muito tempo cientistas atribuíram o aquecimento aos ciclos naturais do planeta e às mudanças na atividade solar, hoje existe uma quase unanimidade de que o problema é causado pelo próprio homem.
Cientistas afirmam que se o efeito estufa continuar a crescer neste mesmo ritmo, a temperatura média da terra pode aumentar 5,8 graus centígrados até 2100.
A procura por combustíveis alternativos ou por soluções que minorem as agressões ao meio ambiente pode ter chegado tarde demais. Por mais que se tome providências e tente se conscientizar a população, o estrago já está feito e, em muitos casos, parece ser irreversível, o que nos faz esperar que a natureza reaja com fúria e violência jamais vista na história da humanidade.