Opinião: Líderes ou ativistas? O que a comunidade precisa?
Fonte: Agência BR NEWS Jehozadak Pereira
Ativista – pessoa que exerce atividade política de forma empenhada; militante. Líder – chefe, dirigente ou guia de qualquer tipo de ação, empresa ou ideal; representante de um grupo, de uma corrente de opinião ou de uma bancada parlamentar. Olhando assim friamente, a questão pode parecer simples, mas vai além da semântica, e um abismo separa as duas coisas.
As passeatas do 1o de Maio mostraram que de fato as nossas lideranças estão muito aquém daquilo que se espera delas. O que se viu foi um fiasco absoluto, pois a comunidade ou não entendeu o espírito da manifestação ou não foi devidamente mobilizada.
A diferença entre ser ativista ou ser líder tem representado muito para a comunidade brasileira, pois o que não falta são candidatos a líderes que não querem assumir um ativismo pleno; sabe-se-lá os verdadeiros motivos. Muitos dos líderes comunitários brasileiros na América se dizem ativistas. Mas não são não. Não são porque estão amarrados com as coisas do cotidiano, do atendimento clientelista e popular, preferindo responder as mesmas questões todos os dias sem se dar conta da repetição.
Quem de fato nos representa? Quem na verdade defende os nossos interesses diante das autoridades deste estado e deste país? Os nossos pleitos e anseios são levados a quem manda? Ou somos enganados e iludidos pela marola que faz as lideranças?
Outro dia o The New York Times publicou uma matéria onde diz que ativistas negros convertidos ao islamismo estão indo nas mesquitas de New York e New Jersey arrecadar dinheiro para os negros que se tornaram islâmicos e que estão nas prisões americanas. Aliás, em matéria de ativismo nós brasileiros temos muito o que aprender com os negros americanos.
Basta olhar para a história dos direitos cívis na América para entender o progresso que os negros tiveram na defesa dos seus anseios e desejos. Martin Luther King foi o maior ativista que esta nação já teve. A partir do púlpito da sua igreja ele levantou a suz voz e denunciou os abusos, a discriminação, as ofensas e a maldade que se cometia contra a população negra.
A sua mensagem era de paz e de não violência e se preciso fosse o povo teria de ir para a rua protestar. Quando viu que somente os protestos não adiantariam muito, King pregou o boicote, e se há uma coisa que o empresariado e o governo americano teme como poucas coisas é um boicote.
Martin Luther King foi um homem a frente do seu povo, dono de uma coragem ímpar que não tinha medo de cara feia ou de gritaria. Logicamente não desejamos que os nossos líderes sejam ativistas como foi Luther King – pois seria demais, não é mesmo? – mas eles poderiam mudar os seus objetivos e metas.
Primeiro convencendo – e não enganando o povo com a ilusão – de que somente seremos fortes o suficiente no dia em que formos unidos em torno de um único ideal. Depois mostrando para as autoridades as nossas necessidades e anseios. Para que isto aconteça as nossas instituições representativas – ou que pensam ser, precisam ser fortalecidas e ter voz representativa de verdade e não somente fazer meras figurações no cenário em que vivemos.
A nossa liderança precisa entender – e aprender – urgentemente que a diferença entre ser ativista e ser líder pode significar o sucesso ou o fracasso, a vitória ou a derrota, a conquista ou a ignorância. Precisamos de ativistas no sentido amplo do termo e não de líderes que pensam unicamente nos seus projetos pessoais e às vezes nos seus negócios.
Precisamos de ativistas que não usem os seus programas de rádio, os seus espaços na imprensa, ou as suas áreas de influência cuidando das mesmas coisas semanas após semanas, e sim que usem estes de todas as oportunidades para dizer ao nosso povo o que fazer e como agir. Ativistas sim! Líderes não mais!
Otima materia, mas creio q nem liders nem ativistas, precisamos sim de gente honesta disposta a trabalhar e lutar em prol do povo sem tirar vantagens pessoais disso, porque infelizmente e o que vemos na nossa comunidade, a liberdade nao se conquista solitario, precisamos do povo como um todo, precisamos levantar e caminhar ao inves de falar bonito porai,talves por medo pessoas reaslmente dispostas a "liderar "uma renovacao se omitem, apenas assistem de longe os acontecimentos, por ter medo, receio,...afinal serao vistos como "fazedores de problemas", quem de nos nao temeria uma represaria? Eu temo, mas temo por me sentir so nessa procura, sao poucos os que estao realmente interessados no povo e nao em ser destaques de materias nos jornais, alias se queremos mudanca, chegou a hora de mudarmos, vamos nos dizer nao a esse tipo famoso e lider que luta em causa propria nao a favor do bem estar da comunidade, fica aqui um pedido a todos que estao dispostos a "brigar" pelo bem comum, fica facil repimir um cidadao mas impossivel punir uma sociedade...gostaria de manter contato com pessoas que tambem estao dispostas a lutar pela causa da comunidade, mas com organizacao, sabedoria e acima de tudo respeito.
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