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6/21/2007 - 16:6

Otimismo, questão de escolha


Fonte: Agência BR NEWS

Ester Chagas

Ao vermos meio copo de água em cima da mesa, podemos dizer que está meio cheio ou meio vazio. Essa resposta, por menos que pareça, revela muito sobre a forma como encaramos a vida e as dificuldades que ela traz. Os pessimistas tendem para a segunda hipótese, enquanto os otimistas respondem, sempre, que o copo está quase cheio.



Para quem é otimista, a esperança está sempre presente. Não significa, necessariamente, que eles são mais felizes, mas certamente vivem melhor, com menos preocupações e mais qualidade de vida que os pessimistas. São pessoas capazes de administrar melhor as emoções negativas e as dificuldades da vida diária, procurando sempre soluções, ao invés de encarar a vida como uma eterna canseira.

Otimista é aquela pessoa que sabe aceitar o que não é possível alterar; muda o que é possível mudar e conhece a diferença entre as duas coisas.

Vários estudos realizados nas últimas décadas têm mostrado que as pessoas otimistas são também mais saudáveis e têm uma imunidade maior contra doenças em geral.

Uma mulher americana, na faixa dos 30 anos, foi informada por seu médico que o sinal que ela tinha na pele, e que estava começando a sangrar e crescer, era um melanoma maligno. Diante do diagnóstico, uma vez que a quimioterapia também não funcionou, deram-lhe, no máximo, dois a três anos de vida. Com um carisma incomum, e dona de muitas posses, ela resolveu fazer tudo o que tinha vontade, antes de chegar ao final da vida: fez um cruzeiro de navio, participou de festas que sempre quis, fez cursos sobre os interesses que tinha, visitou todos os velhos amigos, etc. Quatro anos depois, continuava viva e convenceu a todos de que a sua atitude otimista diante do câncer estava sendo essencial para ajudar a combatê-lo.

Há várias experiências clínicas que demonstraram que a alegria e o riso contribuem para o aumento da produção de células, cuja função principal é destruir as células cancerígenas.

Além disso, quando rimos, ativamos a circulação sanguínea, o ritmo respiratório e a oxigenação geral do corpo, ficando mais em forma. É preciso frisar que otimismo não significa estar sempre feliz, haja o que houver. Todo mundo tem seus altos e baixos.

A diferença é que, enquanto as pessoas positivas enxergam os problemas como passageiros e fora de si mesmos, os pessimistas os vêem como algo duradouro, e inerentes relacionadas à falta de oportunidades na vida.

Enfim, otimismo não se aprende na escola. Há pessoas que o são, e pronto. O prazer está na vida. No amor ao próximo e em si mesmo (a).

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