Pacote econômico pretende reaquecer a economia dos EUA
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
Câmara aprovou plano apoiado pelo presidente Bush. Proposta poderá evitar recessão no país.
A Câmara de Representantes dos EUA aprovou na terça-feira, 29, com ampla maioria, o plano de estímulo econômico de 146 bilhões de dólares apoiado pelo presidente George W. Bush. O pacote de alívio fiscal pretende estimular a economia norte-americana e evitar uma recessão no país. O desafio, agora, é a aprovação do texto no Senado, que tem seu próprio projeto para reaquecer a economia dos EUA.
O pacote inclui restituição de impostos de até 600 dólares para indivíduos e 1.200 dólares para casais, com adicional de 300 dólares por filho. Além disso, a proposta amplia o auxílio-desemprego e oferece incentivos tributários adicionais às empresas.
De imediato seria permitida uma dedução de 50% nos impostos sobre as compras de unidades de produção e outros bens de capital. Pequenas companhias também terão mais facilidades em deduzir despesas de suas declarações e as que vêm registrando perdas conseguirão restituições sobre impostos já pagos.
As medidas receberam 385 votos favoráveis e 35 contrários. A intenção do governo é terminar as votações até 15 de fevereiro e permitir que o dinheiro seja distribuído aos contribuintes americanos antes de junho. Com isso, a economia poderá reverter o atual ritmo de desaceleração e o consumo das pessoas, principal pilar da economia, voltará a crescer. Os parlamentares também esperam que o pacote evite uma possível recessão antes das eleições em novembro.
O projeto vai agora para o Senado, onde o chairman do Comitê Financeiro, Max Baucus (democrata de Montana), defende um plano alternativo que daria uma restituição de 500 dólares para todas as pessoas qualificadas, 1.000 dólares para casais e 300 dólares por filho. Em discurso recente, o presidente Bush alertou o Senado para não mudar significativamente o plano de estímulo, que foi costurado pelo secretário do Tesouro Henry Paulson, pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e pelo líder republicano da Câmara, John Boehner. "A tentação será de acrescentar coisas ao projeto", disse Bush. "Isso atrasaria ou tiraria o plano dos trilhos, e nenhuma dessas opções é aceitável."
Segundo estimativas recentes do Comitê Misto Tributário, o plano vai custar aproximadamente 146 bilhões de dólares neste ano e 15 bilhões de dólares no próximo.
O presidente Bush pediu que os norte-americanos confiem num crescimento econômico a longo prazo. ”A população deve equilibrar suas contas e o governo vai fazer o mesmo. A perspectiva é de crescimento”, disse. Para o conselheiro econômico do Fundo Monetário Internacional (FMI), Simon Johnson, a combinação de taxas menores de juros nos Estados Unidos e um pacote de estímulo fiscal são um bom auxílio para estimular a economia do país. "Pode não ter um efeito tão rápido como no passado, mas creio que será uma medida eficaz", destacou.