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2/20/2007 - 10:30

Pirataria é crime comum na comunidade


Fonte: Agência BR NEWS

Glênio Bongiolo

Um dos produtos mais procurados nas lojas da comunidade são os DVDs de artistas brasileiros. Os diversos shows, filmes e programas de TV são uma maneira fácil e barata de se reaproximar da realidade e cultura brasileira. Mais barata ainda quando os produtos vendidos são piratas.

Na maioria das lojas é possível encontrar ambas as opções, tanto os discos originais quanto pirateados. O principal atrativo é o preço, menos que a metade: em um dos estabelecimentos pesquisados, os discos legítimos saem por cerca de $ 23,50, enquanto os piratas são vendidos por $10.

O crime de pirataria é considerado um dos maiores problemas enfrentados atualmente pela indústria cultural. Esta indústria inclui não somente os artistas que produzem músicas ou filmes, mas todo um grupo de trabalhadores que tira seu sustento da criação, produção e distribuição de artigos culturais.

Nos Estados Unidos, o FBI tem um departamento especializado na busca e apreensão de produtos pirateados. Quem copiar ou distribuir produtos, violando o direito autoral, mesmo que não tenha interesse de lucro, está sujeito a passar 5 anos na cadeia e ter que pagar uma multa de $250.000.

Algumas pessoas podem considerar que as penas para este tipo de crime são excessivas, mas mesmo com uma legislação tão severa, o crime é extremamente popular. E as repercussões são pesadas: segundo dados do Departamento de Justiça Americano, só a indústria fonográfica perde cerca de $4,2 bilhões de dólares todo ano por causa da pirataria.

Com a chegada do MP3 e a facilidade de baixar músicas e filmes pela internet, várias empresas têm fechado suas portas, como a famosa Tower Records, rede de lojas de discos, filmes e livros, que encerrou suas atividades no ano passado.

Um dos problemas enfrentados pelos produtos nacionais é que eles estão protegidos pelas leis brasileiras, que dificilmente são aplicadas fora do país. É improvavel que o FBI vá fazer uma investigação sobre pirataria de DVDs de artistas brasileiros, sem que haja uma denúncia formal e um esforço conjunto entre a indústria brasileira e as autoridades americanas.

Mas nem todo mundo está disposto a participar deste jogo criminoso. Dulce Melo, proprietária da Loja Brasil Popular, em Maynard-MA diz que se recusa a vender artigos piratas em seu estabelecimento. “Nós sabemos que é contra a lei e que pode causar um monte de problemas. Quem vende este tipo de produto não tem respeito nem pelo consumidor, nem pelos artistas.” Ela também conta que é comum receber ofertas de vendedores insistentes, e que eles ficam irritados quando ela se nega a comprar DVD’s falsos. “Eles falam que é bobagem, que todo mundo vende pirata e que nunca tem problema”

Além do roubo da “propriedade intelectual”, os DVD’s piratas apresentam outros problemas. O primeiro deles é a qualidade inferior, tanto da imagem quanto da apresentação, uma vez que raramente trazem os encartes e materiais originais. Além disso, o uso constante de piratas pode vir a desgastar o leitor ótico dos aparelhos de reprodução, ou seja, estragam o DVD player.

Segundo um agente de uma das principais empresas de distribuição de DVD’s brasileiros nos Estados Unidos, “comprar um DVD pirata é tão ruim quanto comprar um carro roubado”.
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