Edmar Alves Araújo, 34, morreu na terça-feira, 7, algumas horas após ser detido pela Imigração. Familiares do brasileiro culpam as autoridades americanas pela morte. Eles afirmam que o parente sofria de epilepsia e que os policias se recusaram a entregar a medicação que Araújo tomava. Oficiais que acompanharam o brasileiro negam as acusações e afirmam que ele estava aparentemente bem durante as horas em que esteve preso.
O brasileiro Edmar Alves Araújo 34, morador de Milford, Massachusetts, morreu na terça-feira, 7 de agosto, horas após ter sido detido em uma blitz no estado de Rhode Island e ter sido entregue a agentes federais para procedimento de deportação, já que o imimgrante tinha ordem de deportação expedida contra ele em 2002.
A irmã do brasileiro, Irene Araújo, culpa as autoridades americanas pela morte do brasileiro, argumentando que elas ignoraram o seu aviso de que Araújo sofria de epilepsia, recusando-se a receber o medicamento que ele precisava tomar diariamente.
A polícia americana nega que tenha impedido ou dificultado o acesso do brasileiro a remédios. Em reportagem publicada pelo jornal "Boston Globe", o delegado Michael Houle, chefe da delegacia de Woonsocket - para onde o brasileiro foi levado - disse que teria providenciado remédios a Araújo, se ele tivesse pedido.
Irene contou à mesma publicação que assim que recebeu o telefonema do irmão dirigiu-se à delegacia e tentou entregar o remédio que ele tomava para epilepsia. "Eu disse a eles ( policias) que ele não poderia passar nenhum dia sem o remédio, mas eles responderam que ele próprio deveria informar sua condição", relatou.
Ainda segundo o jornal, os policiais disseram que só ficaram sabendo dos problemas de saúde de Araújo depois dele ter sido levado pelo Departamento de Imigração por volta das 15h. O brasileiro morreu pouco após às 16h de terça-feira, no Hospital Rhode Island.
A porta-voz da agência de imigração, Paula Grenier, disse ao Boston Globe que Araújo não fez nenhuma reclamação relacionada a problemas de saúde, nem aparentava estar se sentindo mal durante a viagem da delegacia até o centro de Imigração. “Tudo aconteceu em muito pouco tempo. Começamos a processar o seu caso, a situação se deteriorou e ele começou a mostrar sinais de mal estar físico”, contou.
Passagem pela polícia
De acordo com reportagem do Fantástico, da Rede Globo, do último domingo, Araújo já tinha passagem na polícia por porte de drogas. O chefe da polícia da cidade onde Araújo morava, disse à reportagem que, apesar de não ter provas materiais, recebeu relatos de que o brasileiro atuava como traficante de drogas.
Um outro homem também entrevistado pelo Fantástico, que não quis se identificar, tinha amigo em comum com Araújo e fez a mesma afirmação. "Ele vendia para quem quisesse comprar", disse.
O Fantástico citou ainda que fontes ligadas aos investigadores do governo americano disseram que o brasileiro morreu sem qualquer sinal de epilepsia, o que contradiz a versão da família, e que estariam trabalhando com a hipótese de morte por overdose – o brasileiro teria engolido a droga ao perceber que seria detido pela polícia.
Policias da delegacia em que Araújo ficou detido contaram ao Boston Globe que ele passou suas últimas horas aparentemente bem, sentado numa cadeira, com seu pulso esquerdo algemado a uma barra de metal, conversando sobre o Brasil, sua família e um acidente que havia deixado uma cicatriz em sua perna.
Segundo autoridades, os exames que determinarão a causa da morte do brasileiro deverão ficar prontos em três meses.
Edmar Alves Araujo viveu nos Estados Unidos por cinco anos onde trabalhava com pintor e frentista. Ele tinha um filho de 13 anos que vivia na Itália e, segundo a irmã, ajudava financeiramente a mãe, de 65 anos, que vivia no Brasil.
A reportagem do National tentou entrar em contato com os familiares de Araújo diversas vezes, mas apesar dos recados deixados, nenhum deles retornou as ligações.
Morte do brasileiro chama atenção de autoridades brasileiras e americanas
O Ministério das Relações Exteriores informou na sexta-feira,10, que irá prestar toda assistência à família para a liberação e transporte do corpo de Edmar Alves Araújo, no caso de sepultamento no Brasil, e vai acompanhar de perto as investigações. O Consulado brasileiro em Boston também está acompanhando o episódio desde a última terça-feira, quando foi anunciada a morte do brasileiro.
O senador e ex-candidato à presidência dos EUA, John Kerry, também se manifestou em relação à morte de Araújo. Numa carta ao Departamento Nacional de Segurança dos Estados Unidos, ele pediu uma investigação completa sobre o caso para que seja esclarecido porque o brasileiro não recebeu ajuda das autoridades americanas.
De acordo com o site oficial da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem provocar repentina convulsão ou perda de consciência.
A doença, que pode ser desencadeada por diversos fatores, é tratável e curável. Segundo o site, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. Em relação ao tratamento, as drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida completamente normal.
A morte em virtude de ataque epilético, de acordo com a LBE, é difícil de ocorrer. O risco é maior quando a pessoa tem um ataque que se prolonga por 30 minutos ou mais, sem recuperar a consciência.
O brasileiro é uma piada mesmo.Vai para os EUA mas pensa que ainda está no brasil onde a mídia domina a opinião publica e as autoridades morrem de medo do sensacionalismo e da demagogia.Colocam o sentimentalismo romântico acima da lei e da ordem.Já esta comprovado que o Brazuca em qestão além de estar ilegal tambem traficava drogas.Os brasileiros nunca aprenderão que DIREITO TEM QUEM DIREITO ANDA.
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