Polícia de Framingham contrata brasileira como despachante
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
Contratação faz parte do esforço do Departamento de Polícia da cidade para adcionar à equipe pessoas que falam português
Anne Camaro, de 23 anos, é a primeira brasileira a fazer parte do Departamento de Polícia de Framingham. Ela foi contratada em junho passado, logo após ter concluído o curso de Criminal Justice, na Universidade de Massachusetts, em Lowell.
Como a mais nova despachante da equipe, Camaro tem a função de atender as ligações da população e encaminhar os chamados para os oficiais que estão em serviço. Como Framingham abriga uma enorme comunidade brasileira, parte das ligações são de pessoas que falam português. Ter alguém na equipe que entende e também fala português, permite ao Departamento atender melhor e mais rápido esses moradores.
Desde março deste ano, a Polícia de Framingham está distribuindo panfletos e percorrendo comércios, convocando pessoas que falam português e que estejam aptas a fazer parte da Academia de Polícia da cidade. O recrutamento é conseqüencia do rápido crescimento da comunidade brasileira na região e tem como objetivo melhorar as relações entre policias e imigrantes.
“Parte do problema é que os brasileiros não confiam nos policias porque obviamente boa parte da população é ilegal”, declarou o Lieutenant Paul Shastany, porta-voz do Departamento, ao jornal Boston Globe.
Segundo ele, dois episódios ocorridos no ano passado envolvendo os brasileiros poderiam ter sido evitados se a comunidade tivesse uma melhor comunicação com a Polícia. O primeiro diz respeito ao assassinato de uma mulher e seu filho de 11 anos pelo marido, que já havia ameaçado-os anteriormente, e o segundo, é caso de uma jovem de 24 anos que morreu durante uma lipoaspiração realizada numa clínica ilegal, da qual muitos brasileiros tinham conhecimento.
Alguns líderes da comunidade afirmam que contratar funcionários e oficiais que falam português não é suficiente para melhorar o relacionamento dos imigrantes com a Polícia. “Nós precisamos de pessoas que tenham coragem de penetrar a comunidade. O diálogo correto entre comunidade e polícia pode salvar vidas”, disse Ilma Paixão, representante do BRAMAS, ao Boston Globe.
O Departamento de Polícia de Framingham tem atualmente cinco pessoas que falam português em sua equipe, mas ainda há outras cinco vagas a serem preenchidas. Antes de serem contratados, os candidatos passam por um rigoroso processo de verificação e testes físicos e psicológicos. Residentes permanentes podem ser contratados – é o caso de Camaro, mas para ser policial, o estrangeiro precisa se tornar cidadão americano.
O MONSTRO DA ESQUINA. É realmente intrigante o teor da matéria acima na qual relata que os brasileiros não confiam na polícia.Tentemos então analizar alguns pontos que com certeza,contribuem para essa mentalidade.No Brasil aprendemos desde cedo esse comportamento,vejamos então os motivos.Talvez todos os leitores e residentes brasileiros em Framingham tenham tido a experiencia do monstro da esquina.É aquela experiencia que relata a mãe que caminha com a criança chorando e ela já não sabe mais o que fazer para ele parar a sua birra e então ela olha para a esquina e depois para a criança e diz:Olha lá o guarda,se vc não calar a boca eu vou mandar ele te pegar.E então a criança engole o choro e com os olhos arregalados e brilhantes fixa "o monstro da esquina".Esse comportamento da mãe reflete um medo interior que ela aprendeu a disfarçar após adulta mas transmite para os seus filhos e,em momentos certos aos que a rodeiam.É muito normal ouvir-mos relatos de pessoas estando em grupo falando mal de atitudes da policia.Raramente se ouvirá numa mesa de um bar no Brasil alguém falar bem de uma autoridade.A prova que essa doutrina é passada ao subconciente das pessoas é que a grande maioria dos brasileiros que dizem não confiar na polícia ou não gostar de polícia na verdade nunca teve uma esperiencia ruim com a mesma.Simplismente repassam o que lhes foi ensinado desde criança.Fatos isolados como propina e corrupção são explorados pela mídia que,vez em quando também mostra cenas da polícia na ditadura militar, como se ela tivesse acabado na semana passada.O curioso é que a mídia, ao contrário do que ocorre em outros países,encontra muita audiência para esse tema.Ao invéz de deixar claro para o público que o comportamento de determinado policial não deve respingar sobre os demais,se omite em relatar somente o ocorrido e deixa a população fazer seu proprio juízo.Quando um cidadão é repreendido ou punido pela polícia ele então pergunta aos amigos se a polícia não teria coisa mais importante a fazer.Nunca admitirá a sua culpa.O bom observador vai verificar também que nas lojas de brinquedos do Brasil,raramente se verá um carro de polícia pois os mesmos não são procurados,somente os carros de bombeiros.A força da mídia,principalmente a televisiva no Brasil é assustador.Outro dia conversava com um senhor,já com os seus 55 anos e falavamos de futebol quando ele me disse:"Eu detesto argentinos"Então eu lhe perguntei.Mas porque o Sr.detesta argentinos?E ele me disse; Eu não sei porque.Só sei que não gosto deles.Talvez o Galvão Bueno soubesse me dizer.Por causa dessa visão acho muito difícil que os brasileiros residentes na comunidade venham a confiar na polícia americana.Mesmo porque como relata a matéria,boa parte é ilegal e com pessoas a margem da lei a polícia não deveria manter relações e sim cumprir o seu papel.
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