Fonte: Agências Internacionais
O preço da gasolina há muito tempo não subia de forma tão acelerada e atingia valores tão altos. De acordo com o grupo AAA, o preço médio nacional da gasolina regular chegou a $3.103 esta semana. Um aumento de 2.3% em relação a semana passada e 8.6% em relação ao mês passado.
No período pós furação Katrina, o preço médio da gasolina regular chegou a $3.057, em setembro de 2005. Mas esta semana, em algumas regiões do país, como na Califórnia, por exemplo, a gasolina comum está sendo vendida a $3.474 o galão, o maior já registrado até agora.
A Carolina do Sul, por outro lado, tem a gasolina mais barata do país, $2.853 o galão. 33 estados e o Distrito de Columbia estão com o preço do galão acima dos $3.
De acordo com a U.S. Energy Information Administration, as razões para o preço elevado da gasolina está na grande demanda, na redução dos estoques nas refinarias americanas e no colapso das importações do commodity. Como os aumentos recentes ainda não foram repassados por completo aos consumidores, a previsão da agência é de que os preços continuem subindo durante as férias de verão.
Reflexo na economia
O alto preço da gasolina já é sentido no bolso dos consumidores. O principal sinal disso é a redução do consumo em geral. Lojas como Wall Mart notaram uma redução nas suas vendas no ultimo mês. “Quando o preço da gasolina sobe, há menos dinheiro para gastar com outras coisas”, diz Geoff Sundstrom, representante da AAA. “A despesa extra (com gasolina) resulta no sacrifício de outros gastos do orçamento familiar – plano de saúde, poupança para faculdade, planos de aposentadoria e shopping”, completa.
O Senador democrata Jeff Bingaman admite que a economia americana permanence vulnerável à reserva de petróleo. O senador republicano Pete Domenici completa, afirmando que não há “bala de prata que faça os preços caírem neste verão”. A solução, a longo prazo, na opinião dele, é desenvolver produtos alternativos ao petróleo para reduzir o consumo de gasolina nos Estados Unidos.
Boicote funciona?
Anda circulando na internet um e-mail incentivando os consumidores a não abastecerem seus autómoveis no dia 15 de maio para boicotar as grandes empresas de petróleo. O e-mail afirma que somente em um dia as empresas terão um prejuízo de $3 bilhões e, conseqüentemente, abaixarão o preço da gasolina em $0,30 centavos o galão no dia seguinte.
De acordo com especialistas, boicotes como esse não funcionam. “Boicote de um dia não faz nenhum sentido. Não estaremos reduzindo o consumo, mas apenas comprando em outro dia”, afirma Tyson Slocum, diretor do Public Citizen, um grupo de defesa do consumidor. Segundo ele, a quantidade de gasolina que a pessoa usa na semana ou no mês continuará a mesma. A Energy Information Administration, que registra a demanda de gasolina toda semana, diz que nunca observou queda na demanda do produto em por causa de boicotes.
O que fazer então?
-Observe se os pneus do automóvel estão com quantidade de ar adequada. Um estudo da Edmunds.com mostrou que pneus vazios fazem com que o carro consuma mais gasolina
-Remova o excesso de peso do automóvel. O Departamento de Energia estima que os motoristas podem economizar entre $0,02 e $0,06 o galão ao retirar objetos desnecessários da mala do carro.
-Se o seu carro tiver “cruise control” (controle automático), use-o, especialmente em viagens longas. Um estudo da Edmunds.com revelou que o uso do cruise control leva a uma economia de 7%.
-Dirija na velocidade máxima permitida. Arrancadas e excesso de velocidade consomem mais gasolina. O Departamento de energia estima que os motoristas podem economizar entre $0,15 e $0,98 centavos o galão ao dirigir na velocidade adequada.