Preço de imóveis é muito alto para parte da população
Fonte: Agência BR NEWS Da redação com agências
Apesar da queda no preço dos imóveis nos Estados Unidos no ano passado, a compra da casa própria ainda é um sonho distante para grande parte da população americana. De acordo com um estudo feito pela organização sem fins lucrativos Center for Housing Policy, o preço dos imóveis de médio padrão é muito alto para os trabalhadores que ocupam funções de baixa remuneração.
Segundo Barbara Lipman, diretora do Centro que conduziu a pesquisa, a disparidade entre os preços dos imóveis e a renda dos trabalhadores acontece porque nos últimos anos, o custo da compra de uma propriedade cresceu muito, e não foi acompanhado na mesma proporção pelo aumento salarial dessa classe.
Em 2006, os preços dos imóveis começaram a cair. O custo de uma propriedade de médio padrão, por exemplo, diminuiu 2% em relação ao ano anterior. Em compensação, o valor do mortgage subiu o suficiente para tornar a aquisição da casa própria ainda mais cara, já que o ganho salarial não seguiu a mesma proporção que a elevação dos custos do mortgage.
O estudo constatou que para comprar uma casa de médio padrão, o consumidor precisa ter uma renda média anual de pelo menos U$85 mil para não comprometer mais do que 30% do seu salário anual no pagamento das prestações, e estar apto a dar pelo menos 10% do valor do imóvel como entrada. O número varia, no entanto, de cidade para cidade. Em Nova York, uma casa de médio padrão custa U$ 500 mil e requer uma salário anual de U$171mil. Em São Francisco, o preço das casas já é bem mais alto, U$750 mil, o que demanda uma renda anual de U$260 mil. Em Chicago, os imóveis custam em média U$ 254 mil, exigindo um salário de U$87 mil.
Contudo, a pesquisa observou que a maioria dos proprietários usa uma porcentagem maior do que 30% da sua renda anual para as despesas da compra da casa. São famílias que cortam gastos com plano de saúde, transporte e lazer para honrar a dívida adquirida. O pagamento das prestações do imóvel, seguro e impostos de propriedade é a principal razão porque muitas famílias não têm seguro de saúde. Além disso, os altos custos da compra do imóvel também levam muita gente a trabalhar horas extras ou arrumar um segundo emprego.
“Para os trabalhadores que recebem salários baixos ou moderados, a queda marginal no preço das casas não ajudará muito. A única forma de lidar com esse problema é criar propriedades com preços mais acessíveis para o bolso dessa camada da população, como townhouses ou condos”, sugere Barbara Lipman.